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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Símbolo Perdido

Título: O Símbolo Perdido
Autor: Dan Brown
Tradução: Carlos Pereira, Ester Cortegano, Fernanda Oliveira, Marta Teixeira Pinto
Edição: Bertrand Editora
Nº de páginas: 571

"Doze horas alucinantes!O leitor mergulha mais uma vez num mundo de misticismo, sociedades secretas e locais escondidos de uma Washington pouco reconhecida. O que esconde, afinal, a Chave de Salomão? Que mensagens secretas estão codificadas nesse livro misterioso? Robert Langdon, o professor de Harvard especialista em Simbologia, tem apenas 12 horas para o revelar. São horas repletas de intrigas, perseguições e reviravoltas, que a Bertrand edita mês e meio depois da publicação do livro em inglês. É pois o regresso de Dan Brown ao registo que o tornou mundialmente famoso: pictogramas cifrados, mensagens ocultas, símbolos descodificados, "suspense" e acção a um ritmo vertiginoso."
Para ser sincera devo começar por vos dizer que não sei muito bem que comentário fazer sobre este livro. Comecei a ler Dan Brown quando saiu o Código DaVinci e devo referir que, de todos os livros deste autor já editados em Portugal, apenas gostei do primeiro e do Anjos e Demónios, nos demais achei que o autor forçava um pouco, falava de coisas que talvez não percebesse bem. Não tinha grandes expectativas quanto a O Símbolo Perdido mas, segundo várias críticas, prometia ser um regresso às origens e achei por bem dar-lhe o benefício da dúvida e agora... Agora não sei.
Proporcionou-me momentos de leitura e distracção até bastante agradáveis mas no geral não foi um livro que me enchesse as medidas, há muitas quebras de ritmo, alguns dos capítulos são muito pequenos, uns são alucinantes e outros tremendamente aborrecidos, confesso que na fase final (as últimas 100 páginas) a leitura se tornou um esforço e só terminei o livro mesmo por teimosia.
No que diz respeito aos personagens achei que foi um desastre quase completo, o mau da fita está tão mal construído que descobri a sua identidade muito antes do momento em que nos é revelada; há personagens que parecem não estar lá a fazer nada e outros que fazem uma pequena aparição e quando pensamos que podem ser desenvolvidas e ter um papel a desempenhar, são completamente abandonadas pelo autor; a tentativa de desenvolvimento de Robert Langdon não me parece bem sucedida de todo, ficamos a saber algo mais sobre o professor mas há coisas mal explicadas - não me lembro de noutros volumes este personagem sofrer de claustrofobia e aqui o livro começa precisamente com a causa deste medo mas este e outros pormenores nunca nos são verdadeiramente explicados. Isto tudo para já não falar de personagens que são verdadeiras máquinas... Há alguém que depois de se esvair em sangue durante meia-hora ainda tem energia para corridas e aventuras em vez de ir parar ao hospital (??!!!) e outros há que morrem mas depois ressuscitam qual Cristo em época de Páscoa.
Quanto aos tão prometidos mistérios, nem sei bem. A verdade é que gostei da trama mais ou menos até meio, gostei das questões filosóficas levantadas por Brown através da personagem de Katherine e da ciência noética e da forma como aborda a maçonaria sem considerar os maçons uns "bichos de sete cabeças" que fazem rituais estranhos e malignos com o fim de dominar o mundo. Contudo, quando cheguei a metade do livro comecei a achar que o autor estava encher chouriços, adivinha-se o final bem antes do fim do livro e a grande revelação é um perfeito anti-climax.
Resumindo e concluindo, a receita é a mesma que o autor aplicou em Código DaVinci e Anjos e Demónios mas, em minha opinião, o resultado fica a anos luz dos títulos anteriores. Apesar de ter proporcionado alguns momentos de distração, não me convenceu e cheguei a dar por mim a pensar "porque raio estou eu a ler isto?". Não posso recomendar mas também me recuso a dizer-vos que não leiam.
4/10