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quinta-feira, 15 de março de 2012

Segredo de Prata

Título: Segredo de Prata
Autor: Patricia Briggs
Tradução: Manuel Alberto Vieira
Edição: Saída de Emergência
Nº de páginas: 288


"Bem-vindo ao mundo de Patricia Briggs, um lugar onde bruxas, vampiros, lobisomens e seres feéricos vivem lado a lado com os humanos. Só uma mulher invulgar como Mercy Thompson poderia sentir-se em casa num lugar assim.
Depois de ter escapado a custo das garras de Marsilia, a temível rainha dos vampiros, Mercy só deseja paz e sossego para se integrar no bando de lobisomens do seu companheiro. Mas as coisas começam logo mal…
Quando tenta devolver um livro mágico, descobre que este contém segredos que as fadas farão tudo para proteger. E de seguida informam-na de que um amigo desapareceu e que as fadas estão envolvidas. Ou seja, só lhe resta usar os seus poderes - sobrenaturais e humanos - para se salvar a si e aos seus amigos.
Como se não fosse suficiente enfrentar o mundo implacável e perigoso das fadas, Mercy ainda tem de lidar com o lado depressivo do seu amigo Samuel (mas será só um amigo?), cada vez mais atormentado pelo conflito entre a sua natureza humana e animal.
Conseguirá Mercy Thompson encontrar uma forma de manter o seu mundo e amigos ilesos?"

Não sei muito bem o que vos diga sobre este livro. No que respeita aos personagens e à trama central, bem como ao estilo de escrita este volume não tem nenhuma novidade a acrescentar aos anteriores. Se ppor um lado este elemento pode ser desapontante ou desencorajador para alguns leitores, para outros (como eu) é a garantia de dois serões agradáveis na companhia de personagens já nossos conhecidos e de um livro daqueles que não nos obriga a pensar muito. Se fosse verão, diria que é uma óptima leitura de praia.
Aquilo de que eu mais gosto é mesmo do humor que a autora imprime à sua escrita e, sobretudo, da heroina forte, segura e cheia de personalidade. Acho que é por isso que continuo a ler as aventuras da Mercy, pela personagem em si.

Quanto à trama neste volume, como a própria sinopse indica anda muito à volta dos seres feericos e das consequências que as escolhas amorosas da Mercy têm na vida daqueles que a rodeiam. Tive alguma pena que a questão dos seres feericos, principalmente no que respeita à rainha das fadas, não tenha sido muito aprofundada. Houve livros em que nos foi mostrado muito mais do mundo e do universo desses seres e em que não foram levantadas tantas questões. Por exemplo, porque é que a rainha das fadas (se é rainha) tem tanto medo dos senhores cinzentos? Porque tem ela que se socorrer de uma bruxa? De onde saiu a dita cuja e porquê? 
Gostei  de rever o Phineas e de conhecer a  sua avó mas apenas porque esta parte da estória está ligada com aquela que está mais bem construida e melhor conseguida - os resultados das escolhas românticas da Mercy...
Já sabiamos que o bando não tinha aceite bem a ligação entre Adam e Mercy e tão pouco do facto de um coiote ocupar  - por vias dessa mesma ligação - a segunda posição de poder dentro do próprio bando. O que não sabiamos era que alguns dos lobisomens conseguiam interferir na relação entre o alfa e a mecânica a ponto de tanto essa relação como a harmonia e equilibrio do bando entrarem em ruptura. Gostei desta pequena intriga, da forma como foi posta em prática e das suas implicações.

Um outro aspecto do qual gostei e que me conseguiu, em certa medida, surpreender foi a reacção de Sam. Até certo ponto da sua vida ele tinha visto a Mercy apenas como um meio de criar uma família; depois apercebeu-se que realmente os sentimentos que nutria por ela eram mais fortes do que aquilo que ele próprio suspeitava; agora... bem, os seguidores da série sabem o que acontece aos lobisomens que perdem o amor pela vida.  A solução encontrada pela autora foi, inicialmente prevísível - desculpem o spoiler mas... como as coisas nos são apresentadas, ninguém acredita que o Sam vai morrer no final - mas já mais no fim da narrativa, ainda que romântica demais para meu gosto pessoal, conseguiu surpreender-me. Não estava à espera de uma ligação do tipo desta que a autora criou agora - não posso dizer mais, desculpem.

Enfim, não é um grande clássico nem uma grande obra mas a leitura é agradável e os fãs desta série de livros vão gostar bastante.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Nota - Cruz de Ossos

Ontem deixei-vos aqui a minha opinião relativamente a Cruz de Ossos de Patricia Briggs. Referi algumas gralhas e expressões idiomáticas que, na minha opinião, poderiam não ter sido traduzidas da melhor maneira. Mas eu, como todos, não tenho sempre razão... Estamos sempre a aprender e devo reconhecer que, desta vez (e de outras, provavelmente) a ignorância estava comigo e quando fiz referência ao uso da palavra "guante" em vez de "luva", estava errada. Afinal, não se tratava de um qualquer erro ou distração, nem tão pouco de uma confusão com o castelhano. Neste caso em concreto, a palavra empregue no original não poderia ser traduzida por "luva" na medida em que é um tipo específico de luva que a autora refere - luva de ferro da armadura antiga; manopla.
Peço, portanto, desculpa pelo meu erro.

Não posso deixar de acrescentar aqui um sincero pedido de desculpas ao tradutor, Manuel Alberto Vieira. Quem lê o meu texto fica com a ideia de que lhe atribuo toda a responsabilidade pelas gralhas ou erros que o leitor possa encontrar e, tal ideia, não podia ser mais injusta. O tradutor é um ser humano e, como tal, é normal que possa cometer algum erro. Contudo, no processo de edição, existem outras pessoas responsáveis por rever o trabalho e corrigi-lo se necessário. Pessoas que, regra geral, esquecemos atribuindo a totalidade das responsabilidades a quem traduz. Mais uma vez...erro meu ao deixar passar a ideia.

Ficam o esclarecimento e o meu pedido de desculpas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cruz de Ossos


Título: Cruz de Ossos
Autor: Patricia Briggs
Tradução: Manuel Alberto Vieira
Edição: Saida de Emergência
Nº de páginas: 285
"Ainda a curar-se, tanto no espírito como no corpo, dos brutais acontecimentos ocorridos recentemente na sua vida, Mercy Thompson está longe de poder baixar a guarda. Agora é a rainha dos vampiros, a temível Marsilia, que está furiosa por descobrir que Mercy não só matou um vampiro com o também oculta uma identidade secreta ameaçadora para os da suaespécie... Mercy tem a proteção do bando local de lobisomens, e o seu interesse romântico pelo Alfa torna a ligação ainda mais intensa, mas é bom que a coiote em si esteja alerta, pois a rainha Marsilia não perdoa e irá atrás de Mercy de uma forma ou de outra..."

Uau, já tinha mesmo saudades da menina Mercedes, só assim se explica que tenha lido o livro em apenas um dia!!
Depois de finalmente ter feito uma opção no que respeita a Samuel e Adam e dos brutais acontecimentos do volume anterior terem visto um fim, seria de pensar que Mercy teria algum sossego. Mas esta rapariga parece ser perseguida pelo perigo e por personagens que a querem ver morta a qualquer custo. Apenas uma semana depois do ataque de Tim e ainda a recuperar do mesmo, Mercy descobre que Marsilia ficou a saber quem, de facto, matou Andre e tenta armar uma cilada à nossa heroina. Algo desesperada por sair da cidade e proteger os seus amigos, a jovem decide aceitar o convite de uma antiga colega da faculade e desloca-se a Spokane para a ajudar num problema com fantasmas. Contudo, e para não variar, nada é o que realmente parece e Mercedes acaba por dar por  si "na toca do lobo". Como não podia deixar de ser, tudo acaba bem mas... nós é que nos ficamos a roer de curiosidade devido às pontas soltas na narrativa.

No que respeita aos personagens e à narrativa em si, temos mais daquilo a que Briggs nos vem habituando. Acção, poucos ou nenhuns tempos mortos e uma heroina com uma força incrivel e que não deixa de surpreender não só os que a rodeiam como o leitor. Não posso deixar de referir que adorei voltar a encontrar Stefan. O vampiro é um dos meus personagens preferidos, talvez por não ser muito linear e por conseguir sempre provocar algumas situações de humor, e tinha estado ausente do último volume. Aqui a sua presença é uma constante :)

Apenas uma nota menos positiva para a tradução, além de alguns erros encontrei duas ou três gafes e a má tradução de algumas expressões idiomáticas. Também há algumas coisas  que não sei se estão totalmente erradas mas que me cortaram o ritmo em algumas ocasiões. A título de exemplo, traduzir guantes em vez de luvas. Pode ser apenas pela minha próximidade a Espanha mas... em português não costumo ouvir esta palavra, apenas em espanhol. Mas como disse, são pequenas coisas que não tenho a certeza de não estarem correctas.
6/10

NOTA