Mostrar mensagens com a etiqueta Paul Hoffman. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paul Hoffman. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sveva Casati Modignani, Dorothy Koomson, Paul Hoffman e Robert Muchamore na Feira do Livro de Lisboa

A presença de seis autores internacionais - Sveva Casati Modignani, Robert Muchamore, Paul Hoffman, Ricardo M. Salmón, Dorothy Koomson e Luis Sepúlveda -, sessões de autógrafos com os autores portugueses da Porto Editora, Sextante Editora, Albatroz e Ideias de Ler, workshops de culinária, moda e escrita criativa, e noites temáticas dedicadas a Chopin e ao Jazz são os cartões-de-visita do Grupo Porto Editora na 80ª Feira do Livro de Lisboa.
Este ano, 18 stands de vendas e 3 tendas de eventos, onde se inclui uma dedicada ao público infanto-juvenil, asseguram uma presença activa do maior grupo editorial nacional naquele que é o grande evento literário do país.
No primeiro fim-de-semana do evento, na sexta-feira, João Céu e Silva, Lídia Jorge, Teresa Salema e Ricardo Leitão assinam os seus livros, a partir das 15:00, nas tendas 1 e 2 do espaço da Porto Editora.
No mesmo dia, a partir das 18:00, a tenda 3, dedicada ao público infanto-juvenil, recebe um atelier de ilustração com Inês de Oliveira.
No sábado, a italiana Sveva Casati Modignani junta-se aos portugueses João Pedro Marques, Francisco José Viegas, Paulo Azevedo e Teolinda Gersão e, na tenda 3, o autor da colecção Cherub, Robert Muchamore apresentará, para delícia dos muitos fãs da colecção, o novo volume Olho por Olho. Maria da Conceição Vicente, Inês de Oliveira, as mascotes da Rua Sésamo e da Miffy completam o cartaz da tenda infantojuvenil.
Depois do evento Sabores de África - Degustação, com Conceição Santos, a noite de sábado é dedicada a Chopin e ficará a cargo da autora Cristina Carvalho.
No Domingo, a Sveva Casati Modignani e Robert Muchamore juntam-se Inês Botelho e António Bagão Felix, na literatura, e as mascotes da Ovelha Choné e da Betty Boop, na infanto-juvenil.
Pelas 16:00, realiza-se um workshop de ilustração com Ana Biscaia.
Na sexta-feira seguinte, 7 de Maio, a partir das 15:00, Tânia Ganho, Luís Bigotte Chorão, Lourenço Pereira Coutinho, Vítor Burity da Silva e Laura Ferreira dos Santos ocupam as tendas 1 e 2, enquanto a tenda infanto-juvenil recebe, à semelhança do que acontece no dia anterior, a Hora do Conto com a autora Leonor Mexia.
No sábado, o britânico Paul Hoffman, autor de O Braço Esquerdo de Deus, junta-se ao espanhol Ricardo Menéndez Salmón e a Sofia Marrecas Ferreira, João Pedro Marques, J. Pedro Baltasar e Vítor Burity da Silva.
No Domingo, aos nomes já citados junta-se Nuno Silveira Ramos, autor do recente Tartan - As Velas da Liberdade, destacando-se, pelas 19:00, o lançamento do mais recente romance de Pedro Almeida Vieira, Corja Maldita.
O segundo fim-de-semana na tenda infantojuvenil do espaço Porto Editora contará com a presença das mascotes do Canal Panda, da Miffy, da Ovelha Choné, do Carteiro Paulo, da Hello Kitty e da Rua Sésamo. Ana Fernandes e Ana Biscaia dirigirão um atelier de ilustração, Maria João Lopo de Carvalho assegurará a Hora do Conto enquanto Maria da Conceição Vicente, José António Gomes, António Modesto e José Vaz autografarão os seus livros.
No último fim-de-semana da FLL, a Porto Editora promove um jantar de fãs com a britânica Dorothy Koomson na sexta-feira, antes da sessão de autógrafos do dia seguinte.
O chileno Luis Sepúlveda é o outro nome internacional que estará presente nos dois últimos dias do evento. Maria Isabel Barreno, Filomena Marona Beja, Maria da Conceição Caleiro e António Brito, na sexta-feira.
João Pedro Marques, Francisco José Viegas e Lourenço Pereira Coutinho, no sábado.
Alberto S. Santos, João Céu e Silva, Nuno Silveira Ramos e Pedro Almeida Vieira, no Domingo, completam o rol de autores disponíveis para autógrafos nos dias 14, 15 e 16 de Maio.
Antes de se despedir dos leitores, a Porto Editora promove a acção Stay Cool - Tendências de Verão com Maria Guedes, na sexta-feira (21:00), uma noite dedicada ao Jazz, com José Duarte, no sábado (21:00), e um workshop de Escrita Criativa com Pedro Sena-Lino, no Domingo (18:00). Na tenda infantil, o destaque vai para o teatro de marionetas inspirado na obra de Luis Sepúlveda (Domingo, 17:00) que precede a Hora do Conto com Maria João Lopo de Carvalho (16:00).

quinta-feira, 25 de março de 2010

O Braço esquerdo de Deus

Título: O Braço esquerdo de Deus
Autor: Paul Hoffman
Tradução: Mário Dias Correia
Edição: Porto Editora
Nº de páginas: 396
"Escutem. O Santuário dos Redentores, em Shotover Scarp, é uma mentira infame, lá ninguém encontra santuário e muito menos redenção.
O Santuário dos Redentores é um lugar vasto e isolado - um lugar sem alegria e esperança. A maior parte dos seus ocupantes foi levada para lá em criança e submetida durante anos ao brutal regime dos Redentores, cuja crueldade e a violência têm apenas um objectivo - servir a Única e Verdadeira Fé. Num dos lúgubres e labirínticos corredores do Santuário, um jovem acólito ousa violar as regras e espreitar por uma janela. Terá talvez uns catorze ou quinze anos, não sabe ao certo, ninguém sabe, e há muito que esqueceu o seu nome verdadeiro - agora chamam-lhe Cale. É um rapaz estranho e reservado, engenhoso e fascinante. Está tão habituado à crueldade que parece imune a ela, até ao dia em que abre a porta errada e testemunha um acto tão terrível que a única solução possível é a fuga.
Mas os Redentores querem Cale a qualquer preço... não por causa do segredo que ele sabe mas por outro de que ele nem sequer desconfia."
Já terminei a leitura deste livro há uns dias, embora não me tenha sido possível publicar a minha opinião antes, mas não sei ao certo o que de mais importante me ficou no final do processo de leitura. As críticas que tenho lido confirmam o meu sentir, não é um livro que reúna consenso, uns adoraram, outros sentiram-se defraudados. Quanto a mim, penso que esperarei pela edição do segundo volume da trilogia para poder dizer se, de facto, me agradou ou a decepção suplanta o prazer que, em bastantes momentos me proporcionou esta leitura.
Devo reconhecer que gostei muito do modo como o autor escreve, das analogias usadas pelos seus personagens. Alguns destes conseguiram conquistar-me, principalmente IdrisPukke com o seu particular sentido de humor e modo de encarar a vida e as suas adversidades. O mundo criado, vincadamente medieval, agradou-me bastante e fez-me lembrar simultâneamente a Inglaterra e os ducados "italianos" da Idade Média. Os governantes faustosos recorrendo a políticas que facilmente poderíamos atribuir a Maquiavel para unificar e expandir os seus territórios; a riqueza das classes altas contrastando com a podridão das classes baixas; a ignorância geral quanto aquilo que se passa para lá dos muros do Santuário à qual se opõe a ignorância dos jovens ali retidos que desconhecem por completo a realidade do mundo que rodeia a prisão em que vivem.
Numa fase inicial, este é um livro que promete bastante, toda a vida dentro do Santuário, a envolvência de fanatismo religioso que marca os Redentores e alguns dos seus acólitos, as artimanhas usadas pelos acólitos para conseguirem sobreviver num mundo em que a violência gratuita e a brutalidade são uma garantia e uma constante, são aspectos que nos deixam agarrados às páginas, deixando-nos curiosos, transmitindo-nos repulsa, desejo de vingança e uma enorme expectativa naquilo que será a vida de Cale depois da descoberta que fez ao abrir a porta certa no momento errado. A sua fuga deixa-nos em sobressalto, temendo que algo possa correr mal a qualquer momento mas sempre esperando que o jovem seja bem sucedido.
Contudo, numa fase pós-fuga a intriga política tem início e as perguntas que esperávamos ver respondidas não o são de todo, a narrativa toma um rumo que eu não esperava e que não sei se me agradou de todo, transformando o final em algo previsível mas simultâneamente confuso que não agrada e com detalhes que parecem forçados. Não obtive resposta a muitas das minhas questões - embora tenha esperança de que tal aconteça num próximo volume da trilogia - e há algumas partes da estória que não consigo acabar de compreender para que serviram ou poderão servir no futuro.
Apesar dos pontos negativos, foi uma leitura que me deu bastante prazer e que, sei, pode agradar muito a vários amantes do fantástico. Espero que editem em breve o próximo volume para poder cimentar de uma vez a minha opinião acerca de Cale e das suas desventuras.
6/10