segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Novidade no género fantástico com a Gailivro


Dia 22 de Setembro a Gailivro (através da colecção 1001 Mundos) trar-nos-á O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss – considerado a maior revelação na área do Fantástico dos últimos anos. Este é o romance de estreia do autor e o primeiro livro da trilogia “A Crónica do Regicida”.

"Esta é a história de um jovem extremamente dotado em artes mágicas e que se virá a tornar o mais famoso feiticeiro que o mundo alguma vez conheceu. Da infância como membro de uma família unida de nómadas Edema Ruh até à provação dos primeiros dias como aluno de magia numa universidade prestigiada, o humilde estalajadeiro Kvothe relata a história de como um rapaz desfavorecido pelo destino se torna um herói, um bardo, um mago e uma lenda. O primeiro romance de Rothfuss lança uma trilogia relatando não apenas a história da Humanidade, mas também a história de um mundo ameaçado por um mal cuja existência nega de forma desesperada. O autor explora o desenvolvimento de uma personalidade enquanto examina a relação entre a lenda e a sua verdade, a verdade que reside no coração das histórias."

Podemos desde já ver o video promocional desta obra e ter um cheirinho daquilo que nos espera através das páginas que a editora disponibiliza para leitura prévia. Além disso, posso informar-vos de que a fnac está a fazer uma promoção especial - oferta de Nómada de Stephenie Meyer na compra de O Nome do Vento (19,90 ou 17,91 no caso dos portadores de cartão fnac).

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Quantas estrelas tem o céu?

Titulo: Quantas estrelas tem o céu?
Autor: Giulia Carcasi
Tradução: Madalena Guerra
Edição: Ed. Presença
Nº de páginas: 340 (196+144)

"Alice e Carlo, os protagonistas deste romance, são dois jovens de dezoito anos a terminar o secundário. Sonhadores, rebeldes e vulneráveis, vivem intensamente o turbilhão de experiências e emoções que agita os seus dias e a entrada num mundo adulto que ainda compreendem mal. Um romance contado a duas vozes, de Alice e de Carlo, duas perspectivas distintas que se complementam, duas histórias que se reflectem uma na outra e se encontram na descoberta e no desejo de um amor verdadeiro e profundo. Um olhar lúcido e real sobre a vida de dois jovens adolescentes, temperado com a dose certa de romantismo."

Ler este romance, que saiu para as nossas livrarias em Agosto, foi como voltar de novo à escola secundária. Regressar de novo a um tempo em que tudo é grande e intenso, qualquer pequena zanga, qualquer paixoneta ganha ali dimensões apocalípticas e nós sempre preocupados, sempre querendo viver tudo ao mesmo tempo;voltei a uma época em que não pensamos, não vivemos, simplesmente "adolescemos"...

Alice e Carlo contam-nos em primeira mão todo o seu percurso pelo 12º ano até à entrada na faculdade. Acompanhamo-los nesta viagem repleta de amores frustrados, de desejo de experimentar, de necessidade de aceitação, de problemas com os pais entre outras coisas tão típicas desta fase da vida que nos molda e nos torna naquilo que seremos mais tarde.

A escrita é simples como se espera de uma narrativa na primeira pessoa, ao estilo "diário" e pontuada com pensamentos com os quais me identifiquei bastante (revendo aquilo que fui e pensava) principalmente em relação à Alice. O humor e os episódios que nos fazem rir povoam toda a narrativa, tornando-a leve e bem disposta até nos momentos que parecem mais penosos para os personagens. Um aspecto que me agradou bastante nesta edição, não sei se aconteceu o mesmo com a edição italiana, foi o facto de o livro estar dividido em duas partes podendo ser lido como dois livros em separado - até o sentido de ambos está invertido, isto é, o livro de Carlo está "de pernas para o ar" em relação ao de Alice - até as capas são diferentes.

Recomendo a quem tenha filhos adolescentes (talvez os compreendam melhor), aos próprios adolescentes (para que vejam que "adolescer" é igual em praticamente todo o mundo e as coisas não lhes acontecem só a eles). Desaconselho a quem não gosta de livros virados para um público mais adolescente e/ou com uma linguagem marcadamente jovem.
6/10

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Asterix - 50 anos


O Livro “Como Obélix Caiu no Caldeirão do Druida Quando Era Pequeno” foi reeditado pela ASA com uma nova capa criada por Uderzo, o histórico co-autor, com Gosciny, das aventuras de Astérix que este ano completam 50 anos. A versão portuguesa da reedição com nova capa deste livro já pode ser encontrada nas livrarias portuguesas e será acompanhada de um marcador de oferta alusivo ao cinquentenário da série, efeméride que terá o seu ponto alto com a já anunciada publicação, pela ASA, de um álbum de 56 páginas contendo pranchas inéditas de Uderzo e textos inéditos de Gosciny. A publicação deste muito esperado livro está agendada para 22 de Outubro e acontecerá em simultâneo em 18 países.
Este será o primeiro álbum da série em 4 anos e terá uma tiragem estimada de 2 milhões de volumes em todo o mundo.
A ASA anunciará em breve as iniciativas que está a preparar para festejar os 50 anos de Astérix & Obélix no nosso país.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Cadáver de Bluegate Fields

Título: O Cadáver de Bluegate Fields
Autor: Anne Perry
Tradução: Joana Chaves
Edição: Gótica
Nº de páginas: 341

"O Inspector Pitt move-se, mais uma vez, num mundo conservador, às portas da mudança, onde os "cavalheiros" da alta sociedade vitoriana estão acima de qualquer suspeita.
Um corpo é encontrado nos esgotos de Bluegate Fields, uma zona obscura da cidade de Londres. As primeiras investigações revelam tratar-se de um jovem aristocrata. O local e as circunstâncias não parecem fazer sentido. O Inspector Pitt, chamado a actuar, depara-se desde logo com o silêncio e a relutância da família. Subitamente, surge uma solução e é apontado um culpado. Um culpado demasiado óbvio e conveniente. São encontradas testemunhas, apresentadas provas e o culpado é acusado e condenado à forca. O caso é dado por encerrado. Mas Pitt não está totalmente convencido. Muito menos a intrépida Charlotte, que se empenha na procura da verdade e na luta por uma causa nobre e arriscada. E quando tudo parece irremediavelmente perdido, as paredes daquele mundo fechado de mentiras começam a ruir e a verdade é revelada."
Com o Cadáver de Bluegate Fields, Anne Perry consegue definitivamente transportar-nos para a Londres vitoriana, levar-nos pelas suas ruas, introduzir-nos não apenas na alta sociedade da época mas também nos meios mais simples e até no mundo do crime; tudo isto acontece através de uma escrita bastante simples, de diálogos que me pareceram adequados à época e de uma história que pouco tem de enfadonha. Digo pouco porque, em meu entender, há alguns momentos da narrativa nos quais a autora não consegue manter o ritmo, havendo pequenas quebras que muitas vezes parecem fáceis de evitar. Ainda assim, tal é amplamente compensado pelo conhecimento que Anne revela da época vitoriana e pela força de alguns dos personagens.
Confesso que o inspector Pitt, personagem principal da trama, não foi muito do meu agrado. É uma personagem bastante real, cheia de dúvidas e com alguma força mas não me parece que seja aquilo que esperávamos de um detective deste calibre. Já a sua mulher, Charlotte, encheu-me muito mais as medidas, revelando-se uma mulher forte e segura, que casou por vontade própria abaixo da sua condição social mas que não se verga, lutando por aquilo em que acredita.
A trama está bem construída, com vários desvios e introdução de elementos que levam o leitor a seguir diferentes linhas de raciocínio e evitando que este descubra o criminoso quase até à última página embora aquando da revelação final fiquemos com aquela sensação de que a solução sempre esteve ali à nossa frente... A tradução pareceu-me bastante boa ainda que tenha encontrado uma ou outra forma verbal menos correcta e alguns erros de impressão (estes últimos não por conta do tradutor, claro).
Recomendo a quem quiser uma leitura fácil e gostar de policiais e/ou romances de época.
6,5/10