segunda-feira, 12 de abril de 2010

Escolhida

Titulo: Escolhida
Autor: Kristin Cast, P.C Cast
Tradução: Susana Serrão
Edição: Saída de Emergência
Nº de páginas: 384
"Forças tenebrosas dominam a Casa da Noite, onde as aventuras de Zoey Redbird tomam um caminho inesperado. Aqueles que aparentam ser amigos afinal revelam-se inimigos. E estranhamente, inimigos oferecem-lhe amizade. Assim inicia-se o terceiro volume desta série viciante onde a força de Zoey será testada como nunca antes. A sua melhor amiga, Stevie Ray, julgada morta, esforça-se por manter a sua humanidade. Zoey não sabe como ajudá-la, mas sabe que tudo o que fizer tem que ser mantido secreto na Casa da Noite.Como se não bastasse, Zoey encontra-se na rara e difícil posição de ter três namorados. E quando julgava que a sua vida não podia ser mais caótica, vampyros são encontrados mortos. Realmente mortos. Aparentemente, o Povo da Fé cansou-se de viver lado a lado com vampyros. Mas, como Zoey e os seus amigos irão descobrir, as aparências raramente reflectem a verdade..."
Neste volume de Um Romance na Casa da Noite descobrimos mais coisas que até então estavam por desvendar, algumas questões que tinham surgido numa leitura de volumes anteriores têm finalmente resposta.
Tal como já sabemos dos livros anteriores, Zoey é a iniciada a vampira mais especial da Casa da Noite, tendo uma grande afinidade com os cinco elementos Ar, Fogo, Água, Terra e Espirito. Agora a missão de Zoey é tentar salvar a sua melhor amiga Stevie Ray que se encontra "morta-viva", mas claro que as coisas não serão assim tão fáceis, pois Zoey não pode contar com a ajuda de ninguém. Ou assim pensa ela porque mais uma vez a ajuda vem de onde menos se espera...
Enquanto isto acontece, Zoey tem o problema dos seus três namorados, de misteriosa mortes vampiricas e de traições sem fim, claro que no final as coisas melhoram mas nem tudo fica bem...
Este livro é de fácil leitura tal como os anteriores volumes. Esta saga está a ficar cada vez melhor e mais viciante que venha o resto. Mais uma vez digo que para quem gosta deste tipo de histórias recomendo vivamente.
8/10

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Vencedores do passatempo "Clã da Loba"

Terminou ontem o passatempo "Clã da Loba" e podemos dizer que foi um dos mais concorridos que tivémos até hoje no nosso blog com 187 participações sendo apenas uma delas inválida. Agradecemos à Presença a oportunidade e a todos os participantes por se terem juntado a nós.
As respostas correctas às questões colocadas eram:
1- Qual o nome dos dois clãs que travam uma guerra permanente e sem fim à vista?
R: Odish e Omar.
2- Qual o nome da personagem principal de Clã da Loba?
R: Anaíd
3- Quais os outros dois títulos que compõem a trilogia A Guerra das Bruxas?
R: "El Desierto de Hielo" e "La Maldición de Odi" (aceitámos as versões inglesa e portuguesa dos títulos)
4- Em que ano publicou Maite Carranza a sua primeira obra de literatura juvenil?
R: 1986
5- De que colecção da Editorial Presença fará parte este livro?
Via Láctea.
As vencedoras apuradas foram:
Juliana Marques Melo (Canedo)
Ana Patricia Nascimento Santos (Peniche)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Clã da Loba

Título: Clã da Loba
Autor: Maite Carranza
Tradução: Regina Louro
Edição: Ed. Presença
Colecção: Via Láctea
Nº de páginas: 327

"Desde que há memória, dois clãs de bruxas, as Omar e as Odish, vivem em permanente conflito, incapazes de conciliar as suas diferenças ancestrais. Apenas uma velha profecia deixa entrever alguma esperança de no futuro a eleita conseguir unir ambas as tribos. E agora todos os sinais confirmam que a chegada dessa eleita está próxima. Quando Anaíd, uma jovem de catorze anos, acorda uma manhã e verifica que a mãe desapareceu, pensa que lhe poderá ter acontecido todo o tipo de coisas, menos que a sua mãe é uma bruxa Omar e considerada por todas aquela de que a profecia fala…"
Clã da Loba, o mais recente título da Colecção Via Láctea da Presença e disponível desde hoje, foi uma óptima descoberta para mim. Já tinha visto este livro à venda em Espanha mas, como a minha sede de ler obras no inglês original que ainda não foram traduzidas para a língua de Camões suplanta tudo, não lhe havia dado a devida atenção. Muitos já o classificara m como o sucessor de Harry Potter e, apesar das muitas diferenças, parece-me que será um livro que agradará muito facilmente aos fãs de J.K. Rolling.
Embora de início as coisas não sejam muito claras e a proveniência e guerra entre as Omar e as Odish possam fazer alguma confusão, rapidamente esta se desvanece graças à simplicidade da escrita da autora e ao amor quase palpável que dedicou a cada palavra impressa. Anaíd é uma jovem descriminada na escola não apenas por ser feinha e pequena para a idade mas também por ser a melhor aluna da turma. Não sabe o que é ter um amigo, não sabe o que é ser convidada para um aniversário... estas carências do personagem e os sentimentos que daí advém contribuem para que rapidamente nos entre no coração e desperte cumplicidade e ternura no leitor mais empedernido. A esta personagem cabe-lhe também aquela nota de mistério final que nos deixa com água na boca para o que virá a ser o segundo volume da trilogia Guerra das Bruxas, lamento mas não posso adiantar mais sem começar a dedicar-me ao spoiller.
A estória passa-se no presente, no nosso mundo, mas o mundo das bruxas, a sua realidade e a organização da sua sociedade, está bastante bem criado embora haja um ou outro ponto que espero ver clarificado num futuro volume. Num tom sempre muito simples e pejado de carinho, a autora leva-nos a descobrir que as aparências iludem (e muito), que até os que nos são mais próximos podem ser enganados com alguma facilidade; descobrimos que a rejeição marca determinantemente qualquer pessoa, até as que têm poderes paranormais, e que o amor incondicional pode levar-nos não só à alegria máxima mas também ao pico do desespero no qual cometemos as maiores loucuras. Foi uma estória que me proporcionou momentos de grande prazer e que, sem que saiba explicar muito bem como pois há aspectos bastante previsíveis, me deixou agarrada ao livro com vontade de saber qual o passo que se seguiria.
O único ponto "negativo" a apontar é, além da previsibilidade de algumas acções, a tradução que no geral está muito boa mas tem algumas pequenas falhas passíveis de serem detectadas por quem está muito familiarizado com o castelhano. Ainda assim, o leitor não vê a leitura nada comprometida pois não há quebras no ritmo de leitura provocadas por este aspecto.
Recomendo.
7/10
Podem ler um excerto aqui.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Aprendiz de Assassino

Título: Aprendiz de Assassino
Autor: Robin Hobb
Tradução: Orlando Moreira
Edição: Saída de Emergência
Nº de páginas: 397

"O jovem Fitz é filho bastardo do nobre Príncipe Cavalaria e cresce na corte do Rei Sagaz. Marginalizado por todos, o rapaz refugia-se nos estábulos reais, mas cedo o seu sangue revela o Talento mágico e, por ordens do rei, é secretamente iniciado nas temidas artes do assassino. Quando salteadores bárbaros atacam as costas, Fitz enfrenta a sua primeira e perigosa missão que o lançará num ninho de intrigas. E embora alguns o encarem como uma ameaça ao trono, talvez ele seja a chave para a sobrevivência do reino. Com uma narrativa povoada de encantamentos, heroísmo e desonra, paixão e aventura, o Aprendiz de Assassino inicia um das séries mais bem-amadas da fantasia épica."
Aprendiz de Assassino
marca o início da Saga do Assassino, a estória da vida de FitzCavalaria Visionário que se cruza e entrelaça com a do reino onde vive e do qual o seu pai era "rei expectante", os Seis Ducados. A narrativa é feita na primeira pessoa e rapidamente se torna claro para o leitor que aquilo que tem perante os seus olhos são as memórias da vida de Fitz, escritas pelo mesmo quando tentava escrever uma espécie de compilação da história dos Seis Ducados. Contudo, a sua vida está de tal forma entrelaçada na vida daquele território e dos que o povoam que é quase impossível falar do reino sem falar da sua experiência nele.
Assim, somos guiados no percurso de vida de Fitz, o filho bastardo do herdeiro do trono, uma criança abandonada pelo avô que o entrega aos "cuidados" do seu pai e que rapidamente vai descobrir que a vida é dura e amarga, sobretudo para um bastardo real. Ao longo da narrativa vamo-nos apercebendo claramente do crescimento e das evoluções de Fitz, da sua descoberta da manha (uma estranha e mágica ligação aos animais), da sua iniciação na arte de espiar e matar...; a personagem cresce aos nossos olhos e vai-nos conquistando aos poucos. O mesmo acontece com os demais personagens que são, na minha opinião, um dos pontos altos desta estória. São personagens vivos, com uma evolução real e de uma complexidade semelhante à que marca os personagens de George R. R. Martin. Um dos elementos mais "engraçados" no que respeita aos personagens é o facto de alguns terem nomes que definem a sua psique: o rei Sagaz, o honesto príncipe Veracidade, o faustoso príncipe Magestoso...
Um dos aspectos que mais me agradou foi sem dúvida o pequeno pedacinho de crónica dos Seis Ducados, ou de lendas, com que somos brindados no início de cada capítulo. No princípio tal parece um pormenor estranho, até algo descabido mas cedo compreendemos que tal contribuí não apenas para dar uma maior solidez à história mas também aos personagens que a povoam, dá-nos elementos para compreender determinadas acções e revela-nos o passado, além de que nos prova o trabalho e o carinho que a autora dedicou à criação deste mundo.
Gostei mesmo muito de toda a trama, do modo como está escrita, do realismo dos personagens e situações. Gostei tanto que já me lancei, quase sem respirar, ao segundo volume. Penso que facilmente agradará aos fãs das Crónicas de Gelo e de Fogo.
8/10