terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Passatempo "Oblívio" - Crónicas de Allaryia

Editado hoje, 15 de Fevereiro, "Oblívio" é o capítulo conclusivo das Crónicas de Allaryia de Filipe Faria. Em parceria com a Presença, a Sombra dos Livros tem para vos oferecer um exemplar deste livro.

Para se habilitarem a ganhá-lo apenas têm que responder correctamente a todas as perguntas colocadas e enviá-las por e-mail para a nossa caixa de correio (passatempos.sombradoslivros@gmail.com) até às 23h:59m de dia 20 de Fevereiro.

As perguntas podem não parecer fáceis mas são. Todas as respostas estão disponíveis nas sinopses ou nos excertos das obras disponibilizados pela editora. Podem procurar todas as respostas aqui.
1 - No 1º volume, "A Manopla de Karasthan", reune-se numa demanda uma estranha mistura de seres que virão a ser os heróis destas Crónicas. Quem são e quais os seus nomes?
2 - Como se chama a Espada dos Reis?
3 - Em "Os Filhos do Flagelo" a "irmandade" divide-se. Qual a busca levada a cabo por cada um dos grupos?
4 - Quantos dias tardam Quenestil e Babaki a chegar ao seus destino?
5 - Que pretende descobris Aewrye em Asmodeon?
6 - Por quem é atacado Daevin?
7 - Que mortes deixam Allaryia "à beira de uma espiral de desordem e destruição"?
8 - Qual foi a última coisa que Bartilio viu?
9 - Como se chama o Aesh'alan que desempenha as funções de Juízo do Flagelo?
Agora... toca a pesquisar e boa sorte a todos!!
Regras:
As respostas devem ser enviadas até às 23h:59m de dia 20 de Fevereiro para passatempos.sombradoslivros@gmail.com.
Todas as participações devem ser acompanhadas do nome e morada do participante.
Só será aceite uma participação por morada e por e-mail.
Só se aceitam participações de residentes em Portugal.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A Felicidade de Kati

Título: A Felicidade de Kati
Autor: Jane Vejjajiva
Tradução: Alice Rocha
Edição: Ed. Presença
Nº de páginas: 107

"Kati é uma menina tailandesa de nove anos que vive com os avós numa pequena comunidade costeira. Embora a sua vida flua a um ritmo suave, o mistério que envolve o afastamento dos pais e a saudade que sente da mãe não a deixam ser completamente feliz. Por que está a mãe ausente há tanto tempo? E onde está o pai, que ela nunca conheceu? Estas questões levam Kati a uma jornada inesquecível que a fará compreender o passado e reconciliar-se com o presente. Profundamente poética e optimista, esta é uma narrativa memorável pelo interesse dos temas que toca e pela atmosfera evocativa da cultura tailandesa."
A Felicidade de Kati, editado no passado dia 9, é o mais recente título da colecção Noites Claras. Colecção direccionada para um público mais jovem mas da qual sou fã, como bem sabem.
A Felicidade de Kati conta-nos, como o próprio nome indica, a história da pequena vida de Kati, uma menina tailandêsa que vive com os avós e cuja única coisa que se lembra acerca da mãe é a voz desta última. A vida vai correndo calma, na casa junto ao rio, entre o bom-humor do avô e os cozinhados da avó. Contudo, o desejo de voltar a ver a mãe, o desconhecimento face às circunstâncias que a levaram para longe e a curiosidade acerca do pai que nunca conheceu, nunca abandonam Kati.
Neste livro, mais do que a história de Kati, que por vezes se torna realmente comovente, o que nos deixa deliciados é a placidez, a calma tão característica das sociedades orientais e que marca toda a narrativa. Os capítulos são pequeninos e a acção decorre serenamente, dando-nos a conhecer a cultura tailandesa e os seus aspectos mais característicos. Os sorrisos são uma constante, tanto os dos personagens como os do leitor que face a algumas situações, aos comentários do avô e ao colorido que toma conta de todos os nossos sentidos.
As descrições são simples mas ricas, cheias de vida e de cor e foram para mim o ponto alto deste livro. Ao lê-las é quase como se estivéssemos face a um daqueles quadros de paisagens orientais onde se retratam os arrozais, as plantas exóticas...
Gostei bastante e estou convencida que pela abordagem a temas como o amor, a dor, as escolhas difíceis com que nos deparamos ao longo da vida, é um livro que vai agradar também ao público mais adulto.
7/10
Podem ler um excerto aqui.

Pátria

Título: Pátria
Autor: R.A. Salvatore
Tradução: Mário Matos
Edição: Saída de Emergência
Nº de páginas: 304

"Nas profundezas da terra e rodeada de trevas eternas, esconde-se a imensa cidade proibida de Menzoberranzan. Habitada pelos drows, os temidos elfos negros, Menzoberranzan é governada por um complexo sistema de Casas em constante batalha. No meio de uma dessas batalhas nasce uma criança com olhos cor púrpura. A criança, Drizzt Do'Urden, destinada a tornar-se príncipe de uma das Casas, cresce num mundo vil onde a sua própria família não hesita em conspirar, trair e assassinar. Surpreendentemente, Drizzt desenvolve um sentido de honra e justiça completamente estranho à sua cidade. Mas haverá lugar para ele num mundo onde a crueldade é a maior virtude? Venha descobrir Drizzt, o elfo negro, uma das personagens mais lendárias da fantasia. E acompanhe-o na épica e intrépida jornada para longe de um mundo onde não tem lugar... em busca de outro, na superfície, onde talvez nunca o aceitem."
Pátria é o primeiro volume da Trilogia do Elfo Negro, escrita (e vamos lá ver se não me engano que não percebo nada disto) a partir do jogo RPG Dungeons & Dragons. Posto isto, e dado que estas coisas dos jogos estranhos com nomes estrangeiros são algo que nunca penetrou aqui no meu universo provinciano (tenho que confessar que já tentei perceber o que é isto ao certo mas ainda não cheguei lá...), não sabia muito bem o que pensar deste livro. Que um livro desse lugar a um jogo ainda compreendia, o contrário era mais difícil de encaixar. Contudo, posso afirmar que foi uma agradável surpresa.
Mezoberranzan é uma cidade subterrânea habitada pelos drow (os elfos negros) e dominada por um complexo sistema social de Casas que, venerando a deusa aranha, procuram única e exclusivamente ascender socialmente. Nesta escura cidade o perigo espreita a cada esquina e os habitantes, além de se concentrarem nas suas maquinações, têm de se manter constantemente alerta pois aqui todos os crimes são válidos e não puníveis desde que o perpetrador não seja apanhado em flagrante e não deixe testemunhas que o possam acusar.
É em plena tomada de uma casa, um episódio sangrento e de extrema violência, que Drizzt vem ao mundo com a finalidade de ser sacrificado à deusa num ritual que trará poder à Casa da sua família. Numa reviravolta do destino, outro membro da família é sacrificado e Drizzt acaba por sobreviver ao seu terrível destino. Ainda assim, cedo se revela uma criança fora do normal, não apenas fisicamente, desenvolvendo características estranhas à sua raça e até condenáveis aos olhos dos seus congéneres. Apesar de todas as provações e dificuldades, o jovem consegue crescer numa sociedade que pensa podre e corrupta, onde nada lhe parece correcto e tudo vai contra o seu sentimento de justiça. Cresce e mantém as suas singulares características e vão ser estas que lhe vão custar a sua inocência, a vida do único ser que o amou e o exílio auto-imposto.
Gostei da personagem principal e das diferenças que apresenta em relação à sua raça, dos problemas de consciência que essas diferenças lhe trazem e também, em oposição, dos problemas que estas características trazem aos demais. Contudo, o que mais me fascinou nesta narrativa de tão fácil leitura foi sem dúvida o sistema de Casas e a complexidade da hierarquia social de Mezoberranzan. Penso que é, sem dúvida, um dos aspectos mais enriquecedores do livro, a par das descrições da cidade e das cenas bélicas que nos tornam capazes de imaginar tudo com uma nitidez incrível. São descrições ricas sem serem longas ou maçadoras.
Não achei os personagens muito complexos ou bem conseguidos, não consegui estabelecer uma ligação com nenhum deles e mesmo Drizzt só me conseguiu começar a cativar já no final do livro.
Ao que tudo indica, o próximo título desta trilogia, Exilio, será editado já em Fevereiro. Apesar de não me ter deixado completamente "apanhadinha", gostei da estória e irei continuar a seguir as aventuras e desventuras de Drizzt com interesse pois, como já disse, foi uma surpresa agradável para alguém que caiu de pára-quedas neste mundo.
6,5/10

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Anjo da Morte - segundo lugar no passatempo Dark Christmas

Já há uma semana que não consigo dar sinais de vida... É algo que me custa bastante, principalmente tendo em conta que ainda tenho opiniões de livros lidos em 2010 para publicar. Pois é, não me vejo livre do ano que passou e a coisa anda muito complicada a nível de tempo. Vou tentar compensar este fim-de-semana e publicar uma opinião no Sábado e outra no Domingo (vamos lá ver se consigo...).


Entretanto, e tal como prometido, deixo-vos aqui uma leitura para o fim-de-semana. Desta feita, o texto da Célia, Anjo da Morte, vencedor do segundo lugar no passatempo Dark Christmas. Espero que vos agrade. Podem seguir o link aqui ou, como de costume, fazer um clic na imagem.