sexta-feira, 27 de maio de 2011

"Vingança em Sevilha" Matilde Asensi - Novidade Planeta

Está já disponível em Portugal, com chancela da Planeta, "Vingança em Sevilha" o novo romance de Matilde Asensi,a autora de "O Último Cantão".

Sinopse:
"Sevilha 1600
Uma Cidade, uma familia e uma dívida por saldar.

Catalina Solís usando o charme e a astúcia levará a cabo a sua grande vingança, numa das cidades mais ricas e importantes do mundo, a Sevilha do século XVII. Cumprirá desse modo o juramento feito ao pai adoptivo, de acabar com os Curvo, donos de uma fortuna sem igual, conseguida com a prata roubada nas Américas.
A sua dupla identidade – como Catalina e como Martín Olho de Prata – e uma enorme astúcia permitir-lhe-ão desenhar uma vingança sem precedentes, baseada no engano, sedução, força, surpresa, duelo, medicina e intriga.
Nesta arriscada aventura, conta com a companhia de amigos e de uns malandrins com um forte instinto de sobrevivência, dispostos a dar a vida por esta lendária personagem tão extraordinária."

Matilde Asensi escreveu "Vingança em Sevilha," o grande romance de Sevilha, com base numa ampla e rigorosa investigação e um trabalho que evoca as vozes de tempos de aventura, de um mundo dominado pelas aparências, pela corrupção e leis do sangue. Tempo de grandes riquezas e de grande miséria, quando Espanha era o centro do mundo.
Um romance de acção trepidante, que mantém vivo o interesse do leitor, com descobertas e surpresas em cada página.
A protagonista, Catalina Solís, é considerada a nova Alatriste da ficção ibérica.

Podem ler o primeiro capítulo aqui


Mais informações sobre a autora em www.matildeasensi.net

quinta-feira, 26 de maio de 2011

És uma bibliófila quando...

Hoje, a Bibliófila diz:

"És uma bibliófila quando chegas aos correios e senhora diz:
Ora então, livrinhos, não é?"

E eu acrescento...

Quando o carteiro toca a campainha e, com um sorriso,  diz:
"Já pensava que os desta semana nunca mais chegavam, não?"

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Trilogia Nocturnus: Tomo III Redenção - lançamento em breve

Qual a relação entre o universo vampírico de "Nocturnus", as artes do cinema, música e desenho e "O Crime do Padre Amaro"?
A resposta chega a 2 de Junho, com o lançamento da edição especial do Tomo III – A Redenção, o capítulo final desta trilogia, que será acompanhada de um DVD Nocturnus. Neste, podemos encontrar a visão e a voz deste mesmo universo contadas através de três diferentes artes: Cinema, Música e Banda Desenhada.

Cinema: Apresentação Nocturnus: Novo Nascimento
Pelo génio de Alexandre Cebrian Valente, produtor de "Crime do Padre Amaro", esta curta metragem, que conta a história de Daimon e o seu Novo Nascimento após a morte de Lília, ganha vida com um elenco de luxo, contando entre vários actores com Alexandre Ferreira e Catarina Jardim.

Música: Banda Sonora: In Memoriam Nocturnus
Pela fantástica banda Witchbreed, a Banda Sonora Nocturnus é composta por quatro temas; um deles inspirado no Prólogo e os outros em cada um dos Tomos. Cada frase é uma gota de sangue vertida pelos personagens, cada acorde a expressão dos seus sentimentos...

Banda Desenhada: BD Nocturnus: Génesis
Em escala de cinzentos se conta a história da génese Nocturnus pelo traço de Carlos Dias. É a história de Tiriel, um anjo caído pelo ciúme da humanidade que se tornou o Pai e criador de todas as Descendências de vampiros.

O autor estará dia 10 de Junho na Feira do Livro do Porto na zona de "stands" da Presença.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

O Regresso do Assassino

Título: O Regresso do Assassino
Autor: Robin Hobb
Tradução: Jorge Candeias
Edição: Saída de Emergência
Nº de páginas: 576

"Ele é um bastardo com sangue real.
Ele é um assassino com poderes malditos.
Ele é a única esperança para um reino caído em desgraça.
Atreva-se a entrar num mundo de perfídia e traição que George R. R. Martin apelidou de "genial". Atreva-se a acompanhar um herói que a crítica considerou "único". O Regresso do Assassino é o regresso da grande fantasia épica. Se está à espera de mais do mesmo, este livro não é para si. Caso contrário... bem-vindo a uma aventura que nunca irá esquecer!"

O cenário e a maior parte dos personagens são os comuns à Saga do Assassino, uma vez que a narrativa tem lugar quinze anos depois da estória que conseguiu apaixonar os leitores de fantasia um pouco por todo o mundo. Foi, por isso, com grande satisfação que me deixei levar uma vez mais pela mestria da autora e penetrei nos Seis Ducados para mais uma aventura.

Para todos os fãs da saga já mencionada, este regresso dos seus personagens e as novas viagens pelos seus mágicos e estranhos caminhos, são como um regresso a casa depois de muito tempo fora. É algo muito esperado, algo que nos agrada muitíssimo mas que de algum modo não nos preenche por completo pois, como em tudo na vida, nada é imutável. Não quero com isto dizer que não gostei, antes pelo contrário. Contudo, e talvez devido a expectativas demasiado elevadas, a leitura acabou por não ser aquilo que esperava.

Numa fase inicial, encontramos Fitz vivendo uma vida de eremita, numa cabana isolada, tendo por companhia apenas o seu lobo e Zar, o órfão que acabou por criar. A tão ansiada paz foi alcançada mas algo se agita no mais profundo ser do nosso protagonista e as visitas de Breu e do Bobo apenas conseguem acicatar esta nova inquietude que clama, mais uma vez, mudança. Estes primeiros capítulos são algo morosos para quem esperava mais acção. A autora opta por usar os momentos de introspecção de Fitz e as visitas dos seus antigos companheiros para nos pôr a par de tudo o que aconteceu nas vidas dos diversos personagens nos quinze anos que separam esta narrativa da Saga do Assassino. De algum modo isto tinha que ser feito e momentos há em que o reviver do passado é intrigante e até surpreendente, contudo são muitos capítulos muito parados em que a narrativa se arrasta quase sem acção.

Depois… bem, depois as coisas começam de facto a acontecer .

A Manha e os manhosos são de novo o centro das atenções de um povo que não tem, de momento, um inimigo externo a combater e Fitz é chamado a agir. Numa busca desesperada pelo herdeiro do trono, o príncipe Respeitador, Fitz acaba por se confrontar consigo mesmo e com os seus mais íntimos medos e desejos, acabando por sofrer fortes perdas e tendo que tomar decisões importantes para o seu futuro.

As duas semanas de busca são descritas, por vezes, de forma algo apressada enquanto que outras vezes se arrastam interminavelmente sem motivo aparente. A viagem acaba por nos parecer levar meses e o final, ainda que satisfatório, é bastante previsível. Penso que no fundo a descrição detalhada desta viagem apenas tem de positivo o facto de nos dar novos elementos sobre a Manha e os manhosos que, a meu ver, devem vir a ser um dos pontos centrais desta nova saga.

Concluindo, esperava um pouco mais da narrativa embora consiga antever uma continuação com maior acção e intriga dado que este volume parece ter servido, sobretudo, para colocar o leitor a par dos desenvolvimentos ocorridos em 15 anos de ausência de Fitz e para introduzir os novos personagens, bem como novos actores e cenários políticos possíveis. Ainda assim, adorei regressar aos Seis Ducados e penso que o mesmo acontecerá com todos os fãs desta autora. Aguardo com expectativa e muita curiosidade o próximo volume.
7/10