sábado, 29 de outubro de 2011

Vem aí " A Revolta"...


"Contra todas as previsões, Katniss Everdeen conseguiu sobreviver aos Jogos da Fome por duas vezes. Mas mesmo tendo conseguido escapar viva da sangrenta arena, ainda não está a salvo. O Capitólio está cheio de raiva. O Capitólio quer vingança."

E depois de uma longa espera, dia 3 de Novembro é editado em Portugal pela Presença :)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Varanda do Frangipani


Titulo: A Varanda do Frangipani
Autor: Mia Couto
Edição: Caminho – Outras Margens
Nº de páginas: 152

A narrativa de A Varanda do Frangipani decorre na Fortaleza de S. Nicolau, algures em Moçambique. A fortaleza há muito que deixou de ser reduto de defesa e ocupação estrangeira para se transformar num asilo de velhos. A trama policial, as reflexões sobre a guerra e sobre a paz, o Universo mágico, a riqueza de personagens, aliados a uma narrativa pujante e amadurecida, fazem deste livro uma das mais belas obras de Mia Couto.

Um livro pequenino, mas cheio de poesia! A história segue um morto que precisa “remorrer” e para isso entra no corpo de um polícia que só tem mais uma semana de vida. Este polícia investiga a morte do director de um asilo, uma antiga fortaleza, e todas as noites entrevista um dos velhos, tentando desvendar o caso.

Através destas entrevistas conhecemos um pouco da história de cada velho e divertimo‑nos com as brincriações de Mia Couto: desconseguir, cabisbaixinha, atarantonta... A história prende o leitor que quer desvendar também o caso e a escrita inconfundível de Mia Couto é maravilhosa!

Boas leituras!

7/10

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mensaige de Fernando Pessoa




Bengo a cumbidar-bos pa l

Salimiento

de

 
MENSAIGE

de Fernando Pessoa

L poeta ye eiditado pula purmeira beç an lhéngua mirandesa, cun traduçon de Fracisco Niebro

 

Casa Fernando Pessoa (Rua Coelho da Rocha, 16 – Campo de Ourique, Lisboa)

14 de Outubre (sesta), 18h30
Antrada Lhibre

La Zéfiro, l'Associaçon de Lhéngua Mirandesa i la Casa Fernando Pessoa cumbídan-bos pa l salimiento de l lhibro “Mensaige” de Fernando Pessoa nel die 14 de Outubre, Sesta, a las 18h30.

Staran persentes Amadeu Ferreira i l poeta Fernando Castro Branco, outor de l'Antrada, que apersentará l lhibro, i ls eiditores.

Este ye l purmeiro lhibro de Fernando Pessoa a ser traduzido pa la lhéngua mirandesa i faç parte de la coleçon “An Mirandés” de la Zéfiro.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Os Anões

Título: Os Anões

Autor: Harold Pinter
Tradução: José Lima
Colecção: Autor Nobel – Revista Sábado
Nº de páginas: 254

Os Anões é o único romance que Harold Pinter escreveu durante a sua longa e notável carreira, coroada em 2005 com a atribuição do Prémio Nobel de Literatura. Originalmente concluído em começos da década de 1950, depois revisto em 1989, o livro descreve as vidas e preocupações de quatro jovens londrinos na Inglaterra do pós‑guerra.
Através da evolução, tumultuosa e destrutiva da sua amizade, Pinter explora o modo como as vidas comuns são moldadas pelas limitações e fronteiras da sexualidade, da intimidade e da moralidade, ao mesmo tempo que põe a nu as profundas verdades existentes em acontecimentos aparentemente correntes.
Divertido, vivo, e perturbante, Os Anões é um romance escrito num estilo brilhante por um escritor cuja imaginação marcou as nossas vidas e o nosso tempo.

Não sei bem que dizer quanto a este livro, terminei-o com a estranha (e nada agradável) sensação de que não tinha percebido bem o que se passava, qual o seu propósito... Creio que não foi só a história que contribuiu para esta sensação, a própria escrita também não ajudou muito.

A história segue três personagens, todos um pouco diferentes, mas, a meu ver, bastante parecidos (o mesmo tipo de discurso, o mesmo estilo de falar – o que pode ser problema da tradução e não do original). Len, matemático e músico que trabalha numa estação de autocarros. Pete, empregado de escritório. Mark, um actor falhado e engatatão. Ao longo do livro estes três amigos analisam-se mutuamente, por vezes parece que existe uma tentativa para ser superior aos outros. Virginia, namorada de Pete, desestabiliza a dinâmica do grupo e acaba por ser um elemento importante que altera a amizade entre eles.

Quanto ao estilo de escrita, acho que isto explica muito: Pinter escreveu apenas um romance, tudo o resto foram peças de teatro. E nota-se! Os diálogos prolongam-se por páginas e páginas, tal como em peças de teatro. Só que, ao contrário de uma peça em que temos o suporte visual e portanto vemos sempre quem diz o quê, no livro não é possível acompanhar quando se tem 4 páginas de diálogo ininterrupto com apenas 3 ou 4 indicações de quem está a falar. E como o estilo de fala é muito semelhante em todas as personagens, por vezes a única forma de me situar era mesmo contar travessões.

O romance estreou primeiro como peça de teatro e creio que é capaz de funcionar muito melhor assim. Terei de ver a peça para confirmar as minhas suspeitas.

Boas leituras!

5/10