quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
A Revolta - Os Jogos da Fome livro III
Título: A Revolta - Jogos da Fome livro III
Autor: Suzanne Collins
Edição: Ed. Presença
Colecção: Via Láctea
Nº de páginas: 280
Autor: Suzanne Collins
Edição: Ed. Presença
Colecção: Via Láctea
Nº de páginas: 280
Katniss Everdeen não devia estar viva. Mas, apesar dos planos do Capitólio, a rapariga em chamas sobreviveu e está agora junto de Gale, da mãe e da irmã no Distrito 13. Recuperando pouco a pouco dos ferimentos que sofreu na arena, Katniss procura adaptar-se à nova realidade: Peeta foi capturado pelo Capitólio, o Distrito 12 já não existe e a revolução está prestes a começar. Agora estão todos a contar com Katniss para continuar a desempenhar o seu papel, assumir a responsabilidade por inúmeras vidas e mudar para sempre o destino de Panem - independentemente de tudo aquilo que terá de sacrificar…
Depois de tantas questões terem ficado em aberto no final de Em Chamas foi com alguma impaciência que esperei por este volume final de Os Jogos da Fome.
Salva numa situação limite e algo anómala, Katniss acorda no Distrito 13, aquele que todos julgavam destruido há vários anos e onde, afinal, a vida decorre de uma forma algo mais normal do que seria de imaginar. Os Rebeldes declararam finalmente guerra aberta ao Capitólio e ao seu terrível presidente mas, de início, as coisas não parecem correr como o esperado. Katniss, a cara da revolta, está hospitalizada e mentalmente fragilizada e, mesmo quando se começam a notar melhoras físicas, a jovem está reticente em aceitar o papel que a presidente dos rebeldes lhe reservou.
Na verdade, resumi acima, sem querer, os pontos mais fortes do livro. Por um lado, Katnniss é-nos apresentada no momento de maior vulnerabilidade até à data. A sua força continua lá mas a jovem é constantemente assaltada por dúvidas que a deixam aterrorizada, dúvidas relacionadas com o passado, com aquilo que fez, com o que poderá fazer e sobretudo com aquilo que querem que ela faça. E este é outro ponto fulcral do qual o leitor cedo se dá conta, se o Capitólio a usou mais que uma vez como imagem de marca e tentou manipulá-la constantemente, a intenção dos Rebeldes não é nada diferente. Aquilo que se espera da personagem principal é precisamente o que os seus inimigos esperavam, que colabore, sorria para as câmaras e obedeça sem questionar. Mas todos sabemos que Katniss é incapaz de fazer tais coisas...
Achei interessante a forma como a guerra foi conduzida, pelo modo realista como a autora o conseguiu fazer mostrando-nos que as tácticas e técnicas usadas não são muito diferentes seja qual for o "nosso" lado numa guerra. Os comportamentos que eram recriminados quando usados pelo Capitólio são utilizados sem qualquer tipo de problema moral ou ético por parte dos Rebeldes, desde as emissões televisivas, estudadas ao pormenor, ao massacre de inocentes sem justificação aparente. Afinal os vícios da sociedade marcam-nos a todos por igual... A moralidade, a ética e os valores humanos como a lealdade e a amizade, além do amor, obviamente, estão em grande evidência neste volume.
Devo referir ainda o evoluir das relações entre os diversos personagens e o crescimento psicológico de alguns, como Primm que, longe da apagada menina meiga e protegida dos livros anteriores, se revela uma jovem ponderada, corajosa e muito mais independente e segura de si.
Por último, o fim. Embora alguns o pensem surpreendente, eu apenas o penso realista. Suzanne Collins, ainda que escrevendo uma trilogia dirigida a um público mais young adult, não poupou os seu leitores. É um final duro mas pleno de redenção e esperança como o é o final de qualquer conflito bélico. Não fomos poupados à morte injusta, ao sofrimento atroz nem à traição ou às escolhas difíceis; os sobreviventes ficam marcados para o resto das suas vidas e o sentimento de injustiça acaba estranhamente por se misturar com a alegria da vitória deixando-nos tristemente satisfeitos com o desfecho.
E não vou dizer nada quanto às escolhas amorosas da Katniss... :)
Recomendo, sobretudo a quem leu os volumes anteriores.
7/10
Podem ler as opiniões sobre Jogos da Fome e Em Chamas carregando nas letras a verde. Para ler um excerto deste livro basta clicar aqui.
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
Nota - Cruz de Ossos
Ontem deixei-vos aqui a minha opinião relativamente a Cruz de Ossos de Patricia Briggs. Referi algumas gralhas e expressões idiomáticas que, na minha opinião, poderiam não ter sido traduzidas da melhor maneira. Mas eu, como todos, não tenho sempre razão... Estamos sempre a aprender e devo reconhecer que, desta vez (e de outras, provavelmente) a ignorância estava comigo e quando fiz referência ao uso da palavra "guante" em vez de "luva", estava errada. Afinal, não se tratava de um qualquer erro ou distração, nem tão pouco de uma confusão com o castelhano. Neste caso em concreto, a palavra empregue no original não poderia ser traduzida por "luva" na medida em que é um tipo específico de luva que a autora refere - luva de ferro da armadura antiga; manopla.
Peço, portanto, desculpa pelo meu erro.
Não posso deixar de acrescentar aqui um sincero pedido de desculpas ao tradutor, Manuel Alberto Vieira. Quem lê o meu texto fica com a ideia de que lhe atribuo toda a responsabilidade pelas gralhas ou erros que o leitor possa encontrar e, tal ideia, não podia ser mais injusta. O tradutor é um ser humano e, como tal, é normal que possa cometer algum erro. Contudo, no processo de edição, existem outras pessoas responsáveis por rever o trabalho e corrigi-lo se necessário. Pessoas que, regra geral, esquecemos atribuindo a totalidade das responsabilidades a quem traduz. Mais uma vez...erro meu ao deixar passar a ideia.
Ficam o esclarecimento e o meu pedido de desculpas.
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Saida de Emergência
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Cruz de Ossos

Título: Cruz de Ossos
Autor: Patricia Briggs
Tradução: Manuel Alberto Vieira
Edição: Saida de Emergência
Nº de páginas: 285
"Ainda a curar-se, tanto no espírito como no corpo, dos brutais acontecimentos ocorridos recentemente na sua vida, Mercy Thompson está longe de poder baixar a guarda. Agora é a rainha dos vampiros, a temível Marsilia, que está furiosa por descobrir que Mercy não só matou um vampiro com o também oculta uma identidade secreta ameaçadora para os da suaespécie... Mercy tem a proteção do bando local de lobisomens, e o seu interesse romântico pelo Alfa torna a ligação ainda mais intensa, mas é bom que a coiote em si esteja alerta, pois a rainha Marsilia não perdoa e irá atrás de Mercy de uma forma ou de outra..."
Uau, já tinha mesmo saudades da menina Mercedes, só assim se explica que tenha lido o livro em apenas um dia!!
Depois de finalmente ter feito uma opção no que respeita a Samuel e Adam e dos brutais acontecimentos do volume anterior terem visto um fim, seria de pensar que Mercy teria algum sossego. Mas esta rapariga parece ser perseguida pelo perigo e por personagens que a querem ver morta a qualquer custo. Apenas uma semana depois do ataque de Tim e ainda a recuperar do mesmo, Mercy descobre que Marsilia ficou a saber quem, de facto, matou Andre e tenta armar uma cilada à nossa heroina. Algo desesperada por sair da cidade e proteger os seus amigos, a jovem decide aceitar o convite de uma antiga colega da faculade e desloca-se a Spokane para a ajudar num problema com fantasmas. Contudo, e para não variar, nada é o que realmente parece e Mercedes acaba por dar por si "na toca do lobo". Como não podia deixar de ser, tudo acaba bem mas... nós é que nos ficamos a roer de curiosidade devido às pontas soltas na narrativa.
No que respeita aos personagens e à narrativa em si, temos mais daquilo a que Briggs nos vem habituando. Acção, poucos ou nenhuns tempos mortos e uma heroina com uma força incrivel e que não deixa de surpreender não só os que a rodeiam como o leitor. Não posso deixar de referir que adorei voltar a encontrar Stefan. O vampiro é um dos meus personagens preferidos, talvez por não ser muito linear e por conseguir sempre provocar algumas situações de humor, e tinha estado ausente do último volume. Aqui a sua presença é uma constante :)
Apenas uma nota menos positiva para a tradução, além de alguns erros encontrei duas ou três gafes e a má tradução de algumas expressões idiomáticas. Também há algumas coisas que não sei se estão totalmente erradas mas que me cortaram o ritmo em algumas ocasiões. A título de exemplo, traduzir guantes em vez de luvas. Pode ser apenas pela minha próximidade a Espanha mas... em português não costumo ouvir esta palavra, apenas em espanhol. Mas como disse, são pequenas coisas que não tenho a certeza de não estarem correctas.
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