quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Perseguição Escaldante

Título: Perseguição Escaldante
Autor: Janet Evanovich
Edição: TopSeller
Nº de páginas: 312
ISBN: 9789898626028

Ler as primeiras páginas aqui

"Em New Jersey, os cadáveres surgem em catadupa. Ninguém sabe quem é o assassino em série nem o motivo por que anda a matar, mas o nome de Stephanie Plum, a caçadora de recompensas, está na lista do homicida.
Stephanie corre contra o tempo para descobrir o que se passa, mas tem ainda de enfrentar outras complicações na sua vida. A sua família e amigos insistem que chegou o momento de escolher entre o seu eterno namorado, o detetive Joe Morelli, e o rebelde mas sedutor Ranger, dono de uma empresa de segurança. E a sua mãe está apostada em juntá-la com Dave, uma ex-estrela do futebol americano. Com um assassino implacável no seu encalço, um punhado de homens sedutores e fogosos atrás de si, e assombrada por uma lista de faltosos a tribunal que incluem um urso bailarino e um vampiro de idade já avançada, a vida de Stephanie parece prestes a entrar em brasa.
Perseguição Escaldante é um policial divertido e autêntico, que vai arrancar muitas e muitas gargalhadas."


Li este livro no passado fim-de-semana. Foi um instantinho e quando dei por mim já estava acabado. A meio do livro já tinha percebido quem era o assassino mas isso não é nada que não aconteça com outros livros ou até com as séries de TV. Adoro quando isso não acontece mas... não me importo. Afinal de contas é um policial muito light (e eu já estava à espera de que não fosse nada muito complexo).

O melhor do livro é, sem dúvida, o humor. As personagens são muito engraçadas, tanto a nível da personalidade de que a autora as dotou, como das situações em que se envolvem e das "tiradas" que lhes saem de vez em quando. Adorei a avó e a Lula, são demais...  Já Stephanie Plum é uma caçadora de recompensas do mais azarado e desastrado  que existe. Como se não lhe bastasse a falta de trabalho e o  facto dos homens que tem que perseguir serem para lá de muito estranhos, ainda tem uma equipa de trabalho composta por doidos varridos, com escritório móvel. E como os males na vida daquela jovem parecem nunca vir sós, tem 2 homens a dar-lhe volta à cabeça e ao coração (e a outras partes do corpo). Para ajudar à festa, ainda há um serial killer que lhe vai deixando uns presentes de arrepiar. 

Não é nenhuma obra de arte mas achei-o super engraçado e óptimo para desanuviar. Tinha sido uma leitura de praia ideal, leve, bem-disposto e com um humor por vezes algo caustico ou negro, bem ao meu jeito. 

O único reparo que tenho a fazer é em jeito de pergunta.
Porque raio é que as editoras portuguesas têm a mania de, para ver se uma série pega, começar a editá-la pelo meio?
É que, muito sinceramente, não percebo. Houve partes do livro em que fiquei com a nítida sensação de que não estava a perceber toda a envolvência da coisa, que havia aspectos ligados a alguns personagens e às interacções entre eles que me estava a escapar. E isto porquê? Porque este livro é o 17º volume da série Stephanie Plum. Ora, como raios é que eu não havia de me sentir assim meio a flutuar no espaço sideral?!?!
Não percebo estas estratégias comerciais. Uma coisa é uma editora ter fé no trabalho de um autor e apostar nele. Outra coisa é começar a meio desse mesmo trabalho. Na minha opinião, o que podem conseguir com isto é que aqueles que gostaram muito e lêem noutras línguas, vão procurar os volumes anteriores noutros idiomas, gastar o seu dinheiro com outras editoras (estrangeiras). Enfim, eu posso estar a ver mal as coisas mas...ainda ninguém me conseguiu explicar o sentido disto.

5/10

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Selo 2013 Literário


Agradeço imenso à Jen7waters do Cuidado com o Dálmata e à Patrícia do Chaise Longue o facto de se terem lembrado de mim e me terem deixado este selinho. Obrigada pelo carinho! Já sabem que sigo as vossas leituras com muita atenção tanto nos vossos cantinhos como no Goodreads e que adoro saber que também estão desse lado enquanto escrevo. :)

REGRAS:
1- Indicar no mínimo dois livros que gostei de ler em 2012 (sem limite máximo);
2- Indicar pelo menos três livros que desejo ler em 2013 (sem limite máximo);
3- Indicar o nome e o link de quem ofereceu o selo;
4- Oferecer o selo a mais 10 pessoas para dar sequência a este projecto de incentivo à leitura.

Ora, quanto aos melhores de 2012 está muito fácil. Apesar de muito boas leituras no ano passado, há uns tempos escolhi as melhores e fiz um post sobre isso. Quem leu já sabe que os melhores dos melhores foram (sem qualquer ordem):
  • Trilogia Millennium do Stieg Larsson
  • O Aroma das Especiarias da Joanne Harris
  • O Avatar de Kushiel da Jacqueline Carey
  • Os Dragões do Assassino da Robin Hobb
  • Os Reinos do Caos do George R. R. Martin


O que eu desejo ler em 2013 já pode ser mais complicado... Gostava de ler O Inverno do Mundo que está na minha estante à espera que venha um fim-de-semana prolongado ou algo que o valha (pode ser que seja agora no Carnaval) que com aquele tamanho todo há que ter as coisas bem planeadas.
Adorava, adorava mesmo que os senhores da SdE se decidissem a editar o último volume da Saga de Kushiel. Afinal aquilo ficou num ponto demasiado empolgante para tantos meses de espera. Vá lá, senhores da SdE, please...!!!
Já que estamos numa onda de esperança e tal, o Martin bem que podia acabar de uma vez por todas o seu próximo volume e fazer uma data de gente (eu incluída) muito feliz. Mas acho que isto já é esperança a mais.
Se tudo correr bem e como o planeado, a Presença vai editar este ano o Angelopolis e o The Twelve - o segundo volume da trilogia The Passage - e eu vou lê-los assim que lhes conseguir deitar a mão. :)
Além disso, quero reler O Hobbit antes de ver o filme; e, também antes de ver o filme, quero ler Os Miseráveis e Anna Karenina, mas como aqui não há cinema ainda tenho tempo para estes.

Os 10 Blogues a que passo o selo são:




É provável (confesso que nos últimos dias não tenho tido muito tempo para todas estas coisas) que alguns destes blogues já tenham recebido este selo e que esteja a ser injusta com bloggers que merecem reconhecimento pelo seu trabalho e, porque têm blogues menos conhecidos, ou por quaisquer outras razões,  não venham a receber este selo. Por isso, e porque nomear 10 é complicado, porque acho que quem realmente se esforça merece o selo... Se tiverem um blog literário e virem que eu figuro entre os vossos seguidores, levem o selo. Se estou entre os vossos seguidores é porque acho que o merecem :)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Top Ten Tuesday - Top Ten Best Bookish Memories

Uiii, isto das dez melhores memórias relacionadas com livros requer um bocadinho de reflexão. Mesmo assim, sou capaz de não conseguir as 10. Vamos lá tentar então que isto promete ser algo longo e deixar-me "com a lágrima no canto do olho"!

1- A minha primeira memória ligada com livros, daquelas que ainda hoje me traz um sorriso aos lábios, está ligada com os livros da Disney. Não sei se a coisa existia quando vocês eram pequenos mas, quando tinha uns 4 anos começaram a sair, em fascículos, uns livros da Disney com uma cassete para ouvirmos também a história. Eu adorava, adorava ouvir as cassetes no carro, a caminho do infantário. Mas  gostava ainda mais dos dias em que os meus pais me iam buscar e traziam um novo fascículo e depois íamos para casa arrumar tudo na pequena estante de plástico amarelo (do Mickey, claro) e ver as imagens do livro novo. Acho que foi com estes livrinhos que comecei a ficar viciada!!

2 - Outra das minhas mais agradáveis memórias livrescas também não é apenas um momento mas prende-se com vários momentos distribuídos por 2 ou 3 anos da minha vida. Quando deixámos o Porto (onde havia os livrinhos da Disney e outros) viemos para uma cidade, não muito grande, no interior do Alto Alentejo (haja mudanças drásticas) para onde voltei há um par de anos. Na altura aqui não havia nenhuma livraria nem nada que se lhe parecesse (hoje há uma livraria muito pequenita!!) e deitar a mão a livros dos quais gostasse era um acontecimento. A dado momento comecei a ir passar os fins-de-semana a Évora com a minha tia, para ir às aulas de pintura e desenho (aqui também não havia!!)e como era bom... Foi a minha tia que continuou a alimentar este meu gosto pela leitura. Nos sábados à tarde levava-me sempre às 3 livrarias que havia em Évora e comprava-me um livro (dois, quando a carteira estava de boa saúde) para eu ler durante a semana. Eu fazia a minha parte e quando podia, guardava o dinheiro dos lanches. Mas mesmo quando nenhuma das duas podia, as visitas às livrarias eram sempre o ponto alto do meu fim-de-semana porque a minha tia me deixava vaguear à vontade, ver tudo com calma e desfrutar do "passeio literário". Adorava os sábados. Adoro a minha tia. :)

3 - Foi também a minha tia que me deu os livros que marcaram a transição de leituras mais soft e juvenis para coisas mais a sério. Quando fiz, 14 anos ela veio de Évora para almoçar connosco e depois da cantoria e de nos lambuzarmos com bolo, deu-me um embrulho grosso que pesava um bocado. Antes de abrir aquilo lembro-me de ter pensado cá para mim "Tão e os livros?" mas depois... Eram as Brumas de Avalon. Já não me recordo se eram apenas os dois primeiros volumes e os outros dois vieram depois ou se eram mesmo os quatro volumes. O certo é que era a edição da Difel que devorei à velocidade da luz e que marcaram não apenas uma época da minha vida mas, acima de tudo, os meus gostos literários.

4 - A primeira vez que vi (assim mesmo ao vivo e a cores) uma autor estrangeiro e internacionalmente conhecido foi em Lisboa no lançamento de Danças e Contradanças da Joanne Harris. Talvez tenha sido em 2002, pelas contas que deitei à minha vida académica. Além de ser uma novidade e de a senhora me ter dito que adorava o meu casaco (um casaco comprido, tipo sobretudo, verde-alface que ainda hoje uso de vez em quando. Claro que aquilo podia ter-lhe magoado a vista e ela ter falado nele porque estava de tal modo enjoada que não se lembrava de mais nada para dizer!!), a experiência valeu muito pelo facto de o meu namorado ter consentido acompanhar-me ao El Corte Inglés nesse final da tarde de sexta-feira. Não foi só o facto de ele ter ido comigo. Foi, sobretudo, o facto de não se ter ido perder na zona dos jogos de consola e ter ficado comigo na fila para os autógrafos, quando o rapaz foge de livros como o diabo da cruz. Foi uma espécie de declaração silenciosa do tipo "Aceito-te como és, mesmo com esse problema literário que tens. Amo-te tanto que estou disposto a passar por estas cenas só para estar contigo". Bem, devia ser verdade porque ainda estamos juntos (e ele continua a não ler nem duas linhas!!!).

5 - Tinha começado antes mas a coisa prolongou-se tanto no tempo que por altura da ida ao El Corte Inglés  acima mencionada ainda durava... Acho que este só conta como momento especial porque me fez descobrir reservas de paciência que desconhecia e porque foi o que fez com que a minha irmã começasse, posteriormente, a ler...  Claro que também vale pelos momentos que passámos juntas!! Falo da minha leitura dos 5 primeiros volumes da Saga Harry Potter para a minha irmã, em voz alta e com "vozes" diferentes para cada personagem. Como é que isto começou? Não faço a mais pequena ideia. Mas durou... Apesar de tudo, valeu a pena e já me vi tentada a repetir a experiência com estes ou outros volumes (é melhor não dizer isto muitas vezes...!!)

6 - Em Janeiro de 2009 fiz nascer este cantinho. Já não sei muito bem qual foi a "pancada" que me levou a isso mas, apesar dos altos e baixos, não me arrependo. Além de isto só por si ser uma experiência literária memorável, é também fonte de experiências literárias memoráveis. Uma delas, e acho que nunca disse isto a ninguém (nem sequer à visada) foi o primeiro comentário no meu blog. Foi da Canochinha! Dá para acreditar? A Canochinha de quem eu adorava o blog Estante de Livros e as publicações no mesmo. Não bastava ter tido a imensa amabilidade de visitar um embrião de blog, que ainda foi super simpática e (melhor de tudo) elogiou-me! Fiquei nas nuvens!! Claro que hoje já se pode ter arrependido do elogio, mas não faz mal. Ainda hoje, e apesar de nem sempre deixar comentários,  sigo com carinho especial o blog dela.

7 - No dia 12 de Março de 2010 fui com a minha irmã a Lisboa. Ela era uma super fã da Saga Sangue Fresco e fez-me a cabeça em água até que eu concordei em levá-la à sessão de autógrafos com a autora. Afinal, não é todos os dias que podemos ter um livro autografado pela Charlaine Harris. Além de ter valido pelo ambiente, pelo local (o Cabaret Maxime), pela simpatia e boa-disposição da autora, pelo facto de ver finalmente a minha irmã contagiada pelo meu gosto por livros, valeu muito pela minha companhia na fila de entrada. Nesse dia conheci a Sofia, do Blog BranMorrighan. :) Foi a primeira pessoa que deixou o mundo virtual para passar à realidade, no que aos meus conhecidos diz respeito, e alguém que se tornou especial. Ainda bem que concordei levar a minha irmã a Lisboa!

8 - Na primeira semana de Novembro de 2010 (já eu não morava em Lisboa), ligaram-me da Presença para saber se queria entrevistar a autora Maite Carranza. Como raios é que ia dizer que não? Tinha lido os livros e tinha gostado bastante, além de que era uma oportunidade única. No dia 5 de Novembro, saí de casa, a 10km de Espanha e fiz mais de 200km até Lisboa para entrevistar uma autora espanhola (não deixa de ser irónico!). Valeu bem a pena! A coisa, que devia ter durado qualquer coisa entre a meia hora e os 45 minutos, prolongou-se por duas horas de amena cavaqueira. Além de gostar dos livros, fiquei fã da autora enquanto pessoa. Gostava de voltar a vê-la, foi uma empatia fantástica e instantânea que tão rápido não vou esquecer. Podem ler a entrevista aqui.

9 - Outra entrevista que gostei imenso de fazer (esta não se estendeu muito...) foi a Lian Hearn, a autora da Saga dos Otori. Foi no dia 14 de Maio de 2011, em plena feira do livro de Lisboa. Eu e o nosso Pequeno Ser (menina, eu sei que andas a ler e tens é preguiça de escrever as opiniões!! Estamos à tua espera....) fomos, todas contentes, até ao Parque Eduardo VII, para ouvir e massacrar a autora com as nossas perguntas. Nunca cheguei a publicar a entrevista (shame on me! Tenho que me redimir disto, sinceramente.) mas gostei imenso do bocadinho que estivemos as três à conversa e de ficar a saber mais sobre a saga e a autora. Por exemplo, sabiam que para escrever a saga, a autora viveu 8 anos no Japão? Ah, pois é...!!

10 - Por último, dia 18 de Abril de 2012 consegui arrastar a minha irmã e o meu namorado (coitado, o rapaz não se safa) até ao Teatro Villaret onde esteve o George R. R. Martin. Esperámos horrores de tempo sentadinhos no chão porque as pernas já doíam. Valeu, e muito, porque nunca se sabe se pode voltar a acontecer (o homem já não é novo e deve ter vastos problemas de saúde), valeu pela boa disposição do senhor, pelo livro autografado e, mais uma vez pelo meu namorado. Coitado!! 10 anos depois da primeira experiência do género (que deve ter sido traumática e já foi mencionada acima) deixou-se enganar outra vez mas aguentou com estoicismo digno de conto de fadas e, no fim, ainda me brindou com um sorriso e disse que o "Barbas" era porreiro. Isto só pode mesmo ser amor!! :) "Prometo" (dentro dos possíveis. Não te ponhas a jeito...) que nunca mais te arrasto para estas cenas.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

A Passagem - Volume II

Título: A Passagem - Volume II
Autor: Justin Cronin
Tradução: Miguel Romeira
Edição: Ed. Presença
Nº de páginas: 416
ISBN: 9789722346184

Ler excerto aqui.

"Neste segundo volume do livro A Passagem, a humanidade vive uma era de trevas em que a sobrevivência dita as leis, não só em função dos ataques dos mutantes virais, mas em relação a quase tudo que tem ser recuperado, adquirido e reinventado. Passaram entretanto noventa anos sobre a catástrofe e a Vagante, como muitos lhe chamam, regressa de uma longa e solitária jornada de décadas. Como numa viagem iniciática, durante essa obscura deriva ganhou forma dentro dela o terrível conhecimento de que ela é a Única que tem o poder de salvar o mundo destruído por aquele pesadelo."

Li o primeiro volume, publiquei aqui a minha opinião e não resisti, logo de seguida tive que pegar neste. Estava de tal modo curiosa e visto que este é a segunda parte do livro original (sim, na versão portuguesa o primeiro livro foi dividido em dois), que achei que não valia a pena estar à espera ou a meter outras coisas pelo meio.
Na verdade, a divisão foi bastante bem feita. O primeiro volume funciona como uma espécie de introdução, não apenas do contexto da narrativa mas também dos personagens, e no final dão-nos um "cheirinho" do inicio das coisas. Neste segundo volume tudo acontece a um ritmo mais vertiginoso e há mais informação, não apenas para o leitor mas, sobretudo, para os personagens. Uma coisa engraçada que notei é que nos envolvemos tanto com os personagens e com o seu estilo de vida na colónia, que nos esquecemos que, na verdade, sabemos muito mais daquele mundo que eles. O leitor conhece a origem de tudo mas, durante parte da narrativa no segundo volume colocamos, quase inconscientemente, esse conhecimento de parte (é uma das coisas especiais na escrita deste autor). Agora, que o mundo se estende em frente dos protagonistas, já podemos lembrar-nos de tudo, já há uma necessidade de nos preocuparmos com eles, uma vontade de que saibam o que nos sabemos para se poderem proteger e sobreviver. 

Contudo, com o devorar das páginas compreendemos que ainda há muito sobre este novo mundo que desconhecemos e vamos descobrir novos e tenebrosos elementos, conhecer novos personagens juntamente com o audacioso grupo de aventureiros de quem nos tínhamos despedido no volume anterior. Gostei especialmente da orgânica inerente dos virais, da explicação de alguns dos seus comportamentos e da lógica por detrás de tudo.

Na verdade, não posso dizer muito mais porque iria cair obrigatoriamente em algum spoiler, é complicado escrever esta opinião por causa disso. Posso apenas recomendar (recomendar muito) a leitura destes dois livros porque  se antes eram uma distopia madura, bem pensada e que nos prendia desde as primeiras páginas agora a narrativa está definitivamente a "aquecer" e neste volume tudo é mais. Mais suspense, mais mistério, mais perigo, mais mortes, mais luz, mais estrelas, mais amor (nada de exageros. Este autor parece que me conhece e escreveu só para mim - nada de lamechices excessivas, estamos a lutar pela sobrevivência da raça humana!!!), mais explicações mas também mais perguntas sem resposta. 
Já estou ansiosa pelo próximo volume - The Twelve no original (porque será??? :) ) - que, segundo me foi dito esta semana pela editora, já está a ser traduzido e prevê-se seja editado no segundo semestre deste ano.

8,5/10