quarta-feira, 10 de abril de 2013

Top Ten Tuesday - Top Ten favorite books i read before i was a blogger

Sei bem que a terça-feira já lá vai mas ontem o blogger devia estar de relações cortadas comigo e não quis funcionar, de maneira que aqui estamos hoje. 

Os meus dez livros preferidos dos que li antes de me tornar blogger... Fácil por um lado, difícil por outro. Como podem imaginar, li muitos, muitos livros antes de me tornar blogger. Muitos deles já nem os recordo bem enquanto que outros deixaram a  sua marca e estão mesmo entre os melhores de sempre. Escolhi sobretudo aqueles a que, por qualquer razão, ainda hoje volto; os que me marcaram de forma especial ou me deram a conhecer um novo estilo literário. 

Deixo-vos as imagem de capa que tive o cuidado de escolher exactamente iguais às das edições que li. :) Será que alguns de vocês leram os mesmos livros que eu? É bem provável...




























quinta-feira, 4 de abril de 2013

A Lenda de Sapphique

Título: A Lenda de Sapphique
Saga: Incarceron (Incarceron, #2)
Autor: Catherine Fisher
Tradução: Mário Dias Correia
Edição: Porto Editora
ISBN: 9789720045843
Nº de páginas: 360


"Ele foi o único que escapou.
Agora tem o poder de os salvar... ou destruir.

Finn conseguiu fugir de Incarceron, a terrível prisão viva e o único lar de que tem memória, mas a liberdade está longe de ser o que imaginava.
Cláudia acredita que, se Finn reclamar o direito ao trono do Reino, será capaz de libertar Keiro da temível prisão; mas o Exterior não é o paraíso idílico com que Finn sonhava e o jovem vê-se subitamente prisioneiro de um obscuro jogo de intrigas e mentiras, que adia os seus planos.
Entretanto, na obscuridade de Incarceron, os prisioneiros falam de um homem lendário - Sapphique, o único que conhece os segredos e o único capaz de destruir a prisão. São inúmeras as histórias sobre as suas façanhas, mas haverá alguma verdade nelas? Será que ele existe mesmo?
Dentro e fora, todos aspiram à liberdade... como Sapphique."


Tenho andado a adiar a escrita desta opinião. Não é apenas a falta de tempo é, sobretudo, a dificuldade em escrevê-la. Não sei se alguns de vós já se aperceberam (provavelmente os que me seguem no goodreads) mas este foi o tal livro que demorei um mês a ler. Estava bastante curiosa, pois embora não tenha achado o primeiro livro nada do outro mundo, tinha gostado bastante da ideia por detrás da história (uma prisão criada pelo homem, dotada de inteligência própria...) e esperava que a autora se redimisse neste volume. Na verdade, tinha esperança que o volume anterior tivesse funcionado apenas como uma introdução e que agora as coisas "começassem a aquecer". Estava enganada.

O melhor do livro (que é o último da saga, thank God!!) continua mesmo a ser a prisão - a sua inteligência, as suas vontades e  as suas acções (que podiam ter um bocadinho mais de mistério). Mas este é apenas um aspecto secundário em toda a trama, porque a coisa na verdade gira toda em torno do príncipe herdeiro desaparecido e de uma revolta no reino contra a rainha malvada. As vontades de uma menina mimada e de uma velha igualmente mimada são o ponto que domina a narrativa.
Posso ser uma excepção no meio de todos os leitores desta saga mas a verdade é que me interessava mais saber sobre a prisão, sobre o mundo dos sappienti, sobre o próprio mundo que, aqui, se encontra por decreto real parado numa época longínqua e medieval existindo a proibição do uso de tecnologias e de tudo o que vem do nosso tempo. Mas esses são precisamente os aspectos que a autora descura para dar maior ênfase a uma espécie de romance egoísta e a uma intriga palaciana mal urdida. No fim lá conseguimos ser (um bocadinho pequeno) surpreendidos mas, lá está, num assunto que tem que ver com a prisão e o prisioneiro mais conhecido de todos os tempos - Sapphique.

Foi livro que me custou mesmo muito a ler, por pouco não desisti (mas nestas coisas sou persistente). Estava sempre à espera de uma mudança nos personagens (que achei para lá de estereotipados), de algo que os tornasse mais humanos ou profundos; esperava uma grande reviravolta que mudasse de forma inesperada o rumo das coisas; queria elementos novos que enriquecessem a história. Nada disso aconteceu e a leitura acabou por se revelar um verdadeiro martírio. Talvez o defeito seja meu. Talvez não fosse a altura certa. Não sei... a verdade é que não vou recomendar a ninguém senão àqueles que gostaram verdadeiramente do primeiro volume.

2/10

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Aquisições de Março

Este mês foi fraquinho em aquisições. Uma pessoa de vez em quando tem que refrear os seus ímpetos e segurar-se um bocadinho, principalmente quando sabe que nos próximos meses vêm aí coisas muito do seu agrado... :)
As leituras também foram muito, muito lentas. Tanto por causa do trabalho que me rouba o tempo todo, como por causa das leituras em si (levei um mês inteirinho a ler A Lenda de Sapphique...!!!). 
Conclui-se pois, que a nível literário a coisa andou em baixo. Ainda assim, espera-se uma recuperação nos meses que se avizinham.

Posto isto, as aquisições do mês - aproveitando uma promoção da LeYa, foram dois títulos que já andavam debaixo de olho há uns tempos mas que só agora comprei. Ainda por cima com o filme aí (não vejo filmes sem ler os livros - sempre que possível, claro está) não podia deixar escapar a promoção!



quarta-feira, 27 de março de 2013

The Queen's Army

"It is time. The boy must leave his family to serve in the Queen's army. To be chosen is an honor. To decline is impossible. The boy is modified. He is trained for several years, and learns to fight to the death. He proves to the Queen—and to himself—that he is capable of evil. He is just the kind of soldier the Queen wants: the alpha of his pack."

Depois de um mês algo calmo no que a leituras respeita (eu sei, estive um mês a ler umas miseras 350 páginas e ainda nem escrevi a minha opinião acerca delas...!! Mas está para breve.) hoje dei uso ao meu kobo. Na verdade, comecei ontem a ler esta short story do universo de Lunar Chronicles (Lunar Chronicles, #1.5 para os utilizadores do Goodreads e afins). Depois de ler o Cinder, fiquei curiosa acerca de alguns aspectos menos desenvolvidos naquele primeiro volume, um deles era o estranho exército da rainha Levana.

Os Lunares são, em alguns aspectos, bastante diferentes dos humanos, possuindo capacidades que para a nossa raça não passam de sonhos ou ficção que povoa livros e filmes (não peçam para adiantar mais que não quero entrar em spoillers). Mas se os dons desta raça já são, por si só, estranhos que dizer do seu exército? Tudo o que percebemos em Cinder é que aqueles que o constituem não são humanos ou lunares normais. Em The Queen's Army tudo se clarifica sendo o leitor convidado a seguir Ze'ev, um jovem lunar, desde a noite em que é literalmente arrancado à cama afim de se juntar aos recrutas (forçados, como é óbvio. Isto com a Levana não há voluntarismos...) até que ganha o direito de integrar uma força especial do exército. Pelo meio, as transformações físicas e psicológicas - forçadas e naturais - sucedem-se e Z vai ter que demonstrar maior força do que a que supunha ter para se ultrapassar a si mesmo a cada passo da sua estranha e perigosa jornada.

Gostei muito deste pequeno conto porque, além de nos mostrar mais acerca do exército lunar e do seu funcionamento, deixa muito em aberto para o próximo volume desta saga. Estou mais curiosa com o Scarlet  (que como o nome indica tem o Capuchinho Vermelho em destaquedo que supunha ser possível. A autora não defraudou e aplicou-se na transmissão dos sentimentos de Ze've conseguindo, logo nas primeiras páginas, criar uma grande empatia do leitor com o personagem. As descrições das cenas de luta e violência também estão bastante boas. É um conto violento, porque o ambiente e os personagens assim o obrigam, mas não é nada que choque demasiado. Há uma espécie de equilíbrio de forças que me pareceu bastante bem conseguido principalmente tendo em conta o público mais YA a que o título se destina.

Sendo um volume bastante pequeno não há muito mais a dizer (não querendo arriscar spoillers). Fiquei bastante contente comigo (outra vez!!!) por ter conseguido lera coisa toda em inglês mas, para quem quiser tentar e esteja algo receoso (pode haver aí mais gente como eu.), o vocabulário usado é bastante simples. Aberto o apetite com este conto, resta-me agradecer à Maria João que mo enviou e das duas uma - ou esperar pela edição portuguesa do Scarlet, ou ganhar coragem para me lançar a ele na versão original.

7/10