sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Inverno do Mundo

Título: O Inverno do Mundo
Trilogia: O Século (O Século, #2)
Autor: Ken Follett
Edição: Presença
ISBN: 9789722348768
Nº de páginas: 832

"Este volume vem dar continuação à extraordinária trilogia de Ken Follet, O Século, depois do êxito internacional alcançado pelo volume inaugural, A Queda dos Gigantes. A história recente do conturbado século XX continua a desenrolar-se como se diante dos nossos olhos, as figuras históricas e os acontecimentos reais evoluindo e decorrendo em simultâneo com as vidas da segunda geração das cinco famílias que já protagonizaram o primeiro volume, misturando-se num grandioso e colorido fresco em amplas pinceladas que, graças a uma rigorosa fundamentação e a um talento narrativo raro, se encaixam numa totalidade cheia de vida realismo. O Inverno do Mundo decorre entre a ascensão do nazismo e as suas dramáticas consequências até ao início da Guerra Fria."

O século XX foi, sem sombra de dúvida, um dos mais - senão o mais - negros e sangrentos da História. Foi um século de lutas por uma vida melhor, por direitos que hoje damos como garantidos; um século de guerras (duas delas mundiais) em que foram cometidas das mais sádicas e maiores atrocidades até hoje documentadas; mas foi também um século de conquistas e de liberdade. É o angustiante retrato desta época que Ken Follett vai compondo de forma magistral nas páginas da sua mais ambiciosa trilogia.

Neste segundo volume, encontramos as mesmas cinco famílias que já havíamos conhecido antes, agora mais numerosas, aumentadas pela nova geração. Gente que vive a sua vida com a normalidade com que todos nós encaramos o dia-a-dia, a maior parte das vezes alheios às intrigas e conjuras políticas que nos rodeiam e que os iriam conduzir a um destino trágico. Mais uma vez, através de uma escrita cuidada mas fluída e das descrições simples mas muito visuais, o autor consegue transportar-nos directamente ao local e tempo da acção. Servindo-se dos personagens, com os quais facilmente o leitor cria um vinculo empático, dá-nos uma visão em primeira mão dos acontecimentos históricos que levaram à ascensão do nazismo e, posteriormente, à II Guerra Mundial. Apesar de ser quase impossível, ainda que num livro tão extenso, colocar todos os acontecimentos marcantes, Follett brinda-nos com um retrato pormenorizado dos mais importantes. É exímio nesta sua tarefa, entrelaçando o espaço físico mas nunca se desviando da simples linha cronológica traçada, o que faz com que o leitor compreenda na perfeição o encadear dos acontecimentos e as suas implicações em futuras acções.

Por serem acontecimentos não muito distantes é com angustia que o leitor, apesar de já saber de antemão o desfecho, acompanha as personagens no seu sofrimento e nas suas provações. Parece impossível que algo de tão vil possa ter tido lugar há tão pouco tempo. A perplexidade aumenta gradualmente quando reflectimos no retrato social apresentado. A forma (muito diferente da realidade actual, na maioria dos casos) como a política influenciava a cultura, as vivências e o pensamento das populações de determinados países; a vida social do antes e do pós-guerra; as dificuldades enfrentadas pelas populações dos países ocupados e destruídos por uma guerra que era desejada por poucos; o espírito de sacrifício de nações inteiras... As diferenças, não só com os dias de hoje, mas entre os vários intervenientes na narrativa são abismais e apontadas de forma soberba. Mais uma vez, mais que um narrar de acontecimentos bélicos e um explicar de conceitos e da conjuntura geopolítica e estratégia que levou a uma das maiores atrocidades do nosso tempo, esta é uma história de gente e daquilo a que o ser humano se predispõe em épocas de crise e conflito, encontrando em si forças que desconhece. Um magnificamente realista retrato social e humano do mundo durante a II Grande Guerra.
Recomendadíssimo.

9/10

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Top Ten Tuesday - Top Ten favorite books i read before i was a blogger

Sei bem que a terça-feira já lá vai mas ontem o blogger devia estar de relações cortadas comigo e não quis funcionar, de maneira que aqui estamos hoje. 

Os meus dez livros preferidos dos que li antes de me tornar blogger... Fácil por um lado, difícil por outro. Como podem imaginar, li muitos, muitos livros antes de me tornar blogger. Muitos deles já nem os recordo bem enquanto que outros deixaram a  sua marca e estão mesmo entre os melhores de sempre. Escolhi sobretudo aqueles a que, por qualquer razão, ainda hoje volto; os que me marcaram de forma especial ou me deram a conhecer um novo estilo literário. 

Deixo-vos as imagem de capa que tive o cuidado de escolher exactamente iguais às das edições que li. :) Será que alguns de vocês leram os mesmos livros que eu? É bem provável...




























quinta-feira, 4 de abril de 2013

A Lenda de Sapphique

Título: A Lenda de Sapphique
Saga: Incarceron (Incarceron, #2)
Autor: Catherine Fisher
Tradução: Mário Dias Correia
Edição: Porto Editora
ISBN: 9789720045843
Nº de páginas: 360


"Ele foi o único que escapou.
Agora tem o poder de os salvar... ou destruir.

Finn conseguiu fugir de Incarceron, a terrível prisão viva e o único lar de que tem memória, mas a liberdade está longe de ser o que imaginava.
Cláudia acredita que, se Finn reclamar o direito ao trono do Reino, será capaz de libertar Keiro da temível prisão; mas o Exterior não é o paraíso idílico com que Finn sonhava e o jovem vê-se subitamente prisioneiro de um obscuro jogo de intrigas e mentiras, que adia os seus planos.
Entretanto, na obscuridade de Incarceron, os prisioneiros falam de um homem lendário - Sapphique, o único que conhece os segredos e o único capaz de destruir a prisão. São inúmeras as histórias sobre as suas façanhas, mas haverá alguma verdade nelas? Será que ele existe mesmo?
Dentro e fora, todos aspiram à liberdade... como Sapphique."


Tenho andado a adiar a escrita desta opinião. Não é apenas a falta de tempo é, sobretudo, a dificuldade em escrevê-la. Não sei se alguns de vós já se aperceberam (provavelmente os que me seguem no goodreads) mas este foi o tal livro que demorei um mês a ler. Estava bastante curiosa, pois embora não tenha achado o primeiro livro nada do outro mundo, tinha gostado bastante da ideia por detrás da história (uma prisão criada pelo homem, dotada de inteligência própria...) e esperava que a autora se redimisse neste volume. Na verdade, tinha esperança que o volume anterior tivesse funcionado apenas como uma introdução e que agora as coisas "começassem a aquecer". Estava enganada.

O melhor do livro (que é o último da saga, thank God!!) continua mesmo a ser a prisão - a sua inteligência, as suas vontades e  as suas acções (que podiam ter um bocadinho mais de mistério). Mas este é apenas um aspecto secundário em toda a trama, porque a coisa na verdade gira toda em torno do príncipe herdeiro desaparecido e de uma revolta no reino contra a rainha malvada. As vontades de uma menina mimada e de uma velha igualmente mimada são o ponto que domina a narrativa.
Posso ser uma excepção no meio de todos os leitores desta saga mas a verdade é que me interessava mais saber sobre a prisão, sobre o mundo dos sappienti, sobre o próprio mundo que, aqui, se encontra por decreto real parado numa época longínqua e medieval existindo a proibição do uso de tecnologias e de tudo o que vem do nosso tempo. Mas esses são precisamente os aspectos que a autora descura para dar maior ênfase a uma espécie de romance egoísta e a uma intriga palaciana mal urdida. No fim lá conseguimos ser (um bocadinho pequeno) surpreendidos mas, lá está, num assunto que tem que ver com a prisão e o prisioneiro mais conhecido de todos os tempos - Sapphique.

Foi livro que me custou mesmo muito a ler, por pouco não desisti (mas nestas coisas sou persistente). Estava sempre à espera de uma mudança nos personagens (que achei para lá de estereotipados), de algo que os tornasse mais humanos ou profundos; esperava uma grande reviravolta que mudasse de forma inesperada o rumo das coisas; queria elementos novos que enriquecessem a história. Nada disso aconteceu e a leitura acabou por se revelar um verdadeiro martírio. Talvez o defeito seja meu. Talvez não fosse a altura certa. Não sei... a verdade é que não vou recomendar a ninguém senão àqueles que gostaram verdadeiramente do primeiro volume.

2/10

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Aquisições de Março

Este mês foi fraquinho em aquisições. Uma pessoa de vez em quando tem que refrear os seus ímpetos e segurar-se um bocadinho, principalmente quando sabe que nos próximos meses vêm aí coisas muito do seu agrado... :)
As leituras também foram muito, muito lentas. Tanto por causa do trabalho que me rouba o tempo todo, como por causa das leituras em si (levei um mês inteirinho a ler A Lenda de Sapphique...!!!). 
Conclui-se pois, que a nível literário a coisa andou em baixo. Ainda assim, espera-se uma recuperação nos meses que se avizinham.

Posto isto, as aquisições do mês - aproveitando uma promoção da LeYa, foram dois títulos que já andavam debaixo de olho há uns tempos mas que só agora comprei. Ainda por cima com o filme aí (não vejo filmes sem ler os livros - sempre que possível, claro está) não podia deixar escapar a promoção!