terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Os Adivinhos

Título: Os Adivinhos
Saga/série: Os Adivinhos (The Diviners, #1)
Autor: Libba Bray
Edição: Edições ASA
Nº de páginas: 580
ISBN: 9789892324692


"Evie O'Neill foi exilada da sua monótona e pacata cidade natal e enviada para as agitadas ruas de Nova Iorque - e fica radiante! Nova Iorque é a cidade dos bares clandestinos, das compras e dos cinemas! Pouco depois, Evie começa a andar com as glamorosas «Ziegfield Girls» e com atraentes carteiristas. O único problema é que Evie tem de viver com o seu tio Will, curador do Museu Americano de Folclore, Superstição e Ocultismo - também conhecido como «O Museu dos Arrepios», homem com uma pouso saudável obsessão pelo oculto.

Evie receia que ele descubra o seu segredo mais sombrio: um poder sobrenatural que até ao momento só lhe causou problemas. Porém, quando a polícia encontra uma rapariga morta que tem um estranho símbolo gravado na testa e Will é chamado ao local, Evie percebe que o seu dom pode ajudar a apanhar o assassino em série.
Quando Evie mergulha de cabeça numa dança com um assassino, outras histórias se desenrolam na cidade que nunca dorme. Um jovem chamado Memphis é apanhado entre dois mundos. Uma corista chamada Theta anda a fugir do seu passado. Um estudante chamado Jericho esconde um segredo chocante. E sem que ninguém saiba, algo sombrio e maligno despertou."


Já muito tinha lido na blogosfera acerca de Libba Bray e dos livros por ela escritos e nunca me tinha debruçado sobre nenhum talvez pelo facto de não haver muitos traduzidos para a nossa língua. Esta realidade mudou depois do natal por causa de uma das prendas que recebi :) E ainda bem!!

Ora, não é que o livro seja uma obra prima mas a verdade é que o li quase em tempo record e não conseguia deixá-lo de lado. A leitura rapidamente se tornou compulsiva apesar de a meio do livro a narrativa assumir contornos um pouco estranhos. Mas... lá estou eu. Os contornos podem ter-se tornado algo estranhos para mim, ou eu podia não estar à espera daqueles desenvolvimentos mas a verdade é que um morto que não está morto mas está morto não é coisa que se me encaixe com a maior das facilidades (desculpem lá o spoiler mas também acho que ficaram na mesma e não perceberam nada... :) ). Adiante...

O ponto forte deste romance policial e paranormal, como já foi escrito muitas vezes por aí, é sem qualquer margem de dúvidas o retrato dos anos 20. Nota-se que a autora se deu a um enorme trabalho de pesquisa para poder fazer um enquadramento realista da sua história e, melhor que isso, chega mesmo a parecer que viveu nessa época. Não é só o leitor conseguir perceber que houve muita pesquisa, é a qualidade das gráficas e coloridas descrições que de tão vividas nos deixam com a ilusão de que a autora viu de facto aquela realidade, viveu nos anos 20 frequentando os speakeasy e dançando ao som dos blues e jazz tocados por músicos negros cheios de swing. Adorei, momentos houve em que parecia que estava a ver um filme tal era o realismo das descrições. Para este realismo e para a criação do ambiente bem como para a contextualização da narrativa na época, servem também os personagens. Para ser muito sincera devo dizer que o mais fraco personagem de toda a galeria que nos é apresentada é mesmo Evie, a personagem principal. Uma menina mimada que tem a mania que é "muito à frente", muito rebelde. Consegui rir-me de algumas circunstâncias ligadas a esta personagem mas não gostei especialmente dela, chegou a ser enervante em determinadas alturas. Ainda assim, há muitos outros personagens que compensam a personalidade da Evie e que nos servem para conhecer melhor as realidades de uma época em que nem tudo são luzes e brilhos. Temos a jovem que casou cedo e fugiu do marido abusivo, o jovem talentoso que esconde que é gay, o típico gangster de trazer por casa que é como quem diz o jovem desordeiro que só precisa de alguma atenção, o Dr. inteligente e conceituado cuja fortuna se encontra completamente delapidada, o jovem negro que quer uma vida melhor...  Embora dito assim se possa ficar com a ideia de que são apenas estereótipos posso garantir que estão longe disso e que a grande maioria são personagens com profundidade e que se vão revelando ao longo da narrativa. São uma panóplia sem fim de personagens cativantes e com as quais nos identificamos de uma maneira ou de outra.

Além dos personagens e do magnifico ambiente dos anos 20 temos os aspectos paranormal e suspense que, como podem calcular, se encontram interligados. Cedo na narrativa nos apercebemos que existe um sem número de pessoas que possuem talentos verdadeiramente surpreendentes e muito pouco naturais que os tornam diferentes. Mais tarde conseguimos compreender que esses talentos os podem colocar seriamente em perigo mas nem no final do livro conseguimos compreender completamente o porquê. Até porque os talentos que estas pessoas possuem são muito distintos uns dos outros. É como se os Adivinhos pudessem, sozinhos, fazer uso dos seus dons para melhorar pequenas coisas à sua volta mas precisassem de se unir todos para poder combater o grande mal que aí vem. Saberemos mais nos próximos volumes. Quanto ao suspense... O mistério está lá e a coisa está bastante bem concebida. Assassínios macabros e praticamente inexplicáveis acontecem em circunstâncias estranhas e deixam a cidade em pânico. De um modo ou de outro, os personagens vêm-se envolvidos nesses mesmos crimes... O leitor vai conseguindo adivinhar alguns dos passos dados pelos personagens mas há alguns twist's interessantes. Ainda com relação ao sobrenatural, ao paranormal e toda a sorte de crenças e superstições, a autora apresenta-nos de forma mais ou menos breve inúmeras igrejas e cultos religiosos e liga o mistério directamente à passagem do cometa Halley. É interessante compreender todas as catástrofes e superstições ligadas à passagem do cometa ao longo da História do mundo. A única coisa que estraga um pouco a narrativa neste aspecto é o desenlace paranormal que se prende com o grande vilão da história. Não fiquei satisfeita com este desfecho. Foi algo confuso e não ficou muito bem explicado. Mas talvez este seja outro aspecto que possa vir a mudar em futuros volumes pois este volume é, em minha opinião, uma espécie de introdução para algo maior e muito mais obscuro que está para vir.

Concluindo, gostei bastante desta narrativa em que a descrição e os factos históricos se entrelaçam muito bem com os aspectos paranormais e de suspense, embora sejam muitas as coisas que ficam por explicar e que o leitor não consegue mesmo alcançar. (Tenho pena de não me conseguir explicar muito melhor sem entrar em spoilers enormes - mais ainda do que os que a sinopse apresenta!!) Vou, sem dúvida alguma, ler os próximos volumes. Recomendo a quem goste de um bom thriller e dos loucos anos 20.

7,5/10

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Grande Aventura dos Livros GRÁTIS


Ah, pois é minha gente!! A Presença está com um passatempo espectacular, livros grátis para todos os gostos. Só têm que carregar aqui ou  na imagem e jogar para poderem ganhar um (ou mais) exemplares.
Boa sorte!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O Voo do Corvo

Título: O Voo do Corvo
Série/Saga:  Shadowfell (Shadowfell, #2)
Autor: Juliet Marillier
Edição: Planeta
Tradução: Catarina F. Almeida
ISBN: 9789896574505
Nº de páginas: 400


"Depois de concluir a sua longa e árdua viagem até à base dos Rebeldes em Shadowfell, Neryn tornou-se uma parte vital da rebelião contra o tirânico rei Keldec. Cada passo que dá no sentido de aperfeiçoar os seus dons e afirmar-se como uma Voz poderosa e única na sua geração leva-os mais perto da meta pretendida. Mas, primeiro, Neryn terá de procurar os Guardiães das quatro Vigias para completar o seu treino e o tempo escasseia. Entretanto, Flint, o espião rebelde por quem se apaixonou, foi de novo chamado à corte de Keldec. O laço que os une é tão forte que, mesmo à distância, se procuram em sonhos, partilhando momentos preciosos - ainda que inquietantes - da vida um do outro. 

Os Rebeldes vêem com desconfiança este novo amor. Permitir que a emoção se sobreponha à lógica fria do movimento pode pôr tudo em risco. No fim, o amor poderá revelar-se a força motriz da esperança ou a brecha traiçoeira na armadura da rebelião."


Lembro-me de ter pensado, quando li o primeiro volume de Shadowfell (no final de 2012), que no meu entender, Juliet Marillier estava a caminhar a passos largos para a redenção. Depois de nos ter contado algumas histórias com uma voz que só vagamente tinha algumas semelhanças àquela a que há tantos anos nos vinha habituando, quer-me parecer que a autora reencontrou o seu caminho. Esta série parece-se muito mais com aquelas aventuras e mistérios em Sevenwaters, por exemplo, do que seria de esperar.

Não posso dizer que este segundo volume tenha sido tão cativante como a anterior. Apesar de algumas surpresas e de no final conseguirmos compreender que a protagonista, de facto, evoluiu muito a vários níveis ao longo deste livro, muitas vezes o ritmo da narrativa era tão lento, ou tão acelerado que ficava com a sensação de que não estava a acontecer nada ou de que tudo estava a acontecer de repente quando na verdade se passava precisamente o contrário. Não sei se me fiz entender... O ritmo da narrativa e aquilo que era narrado nem sempre coincidiam, houve alguma falta de harmonia a esse nível. 

Apesar de tudo, a autora consegue redimir-se com a história em si (que graças aos deuses não tem um daqueles amores melosos a interferir), com alguns dos seus personagens e sobretudo com as descrições. Com um ambiente medieval como pano de fundo, as descrições que nos são oferecidas são qualquer coisa de delicioso. Não foram poucas as vezes que consegui estar numa ilha verde no meio de um oceano, ouvindo as gaivotas à minha volta; ou que dei por mim no cimo de uma montanha com a floresta a rodear-me. 
No que aos personagens diz respeito, penso seriamente que Neryn, a personagem principal, é a mais fraca das criações de Marillier para este livro. Tem falta de confiança, é muito ingénua e, por vezes, chega a ser sonsa. Irrita um bocado o leitor que está à espera  de mais da suposta salvadora da nação. Os personagens secundários são muito mais complexos, mais misteriosos, menos sonsos e trazem-nos muito mais surpresas que esta jovenzinha. Gostei especialmente desta nova Tali, tal como dos gémeos.

Uma das características que voltámos a ver muito presente, tanto de forma directa como de forma indirecta, nesta nova narrativa é a eterna dualidade entre o bem e o mal, esperança e desespero... É, na verdade, uma constante em quase todos os livros da autora. Neste volume em específico, há uma oposição permanente entre forças opostas mas também um equilíbrio que se encontra quase sempre em "locais" inusitados - sejam eles lugares físicos, os corações de alguns intervenientes na trama ou, até, um casal real e a sua guarda.

Não posso dizer muito mais sem cair em spoilers (e isso é coisa que ninguém quer) e, na verdade, é muito complicado falar deste livro sem falar da história em si. Apenas posso dizer que o final, apesar de previsível em muitos aspectos, trouxe uma ou duas surpresas que me deixaram com imensa vontade de ler o próximo livro (sai em Julho na versão original) e saber como as coisas podem evoluir a partir deste ponto. Gostei de voltar a "ter um cheirinho" da minha velha Juliet Marillier.

7/10

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Top Ten Tuesday - top ten books that will make you swoon

Ora, Top dos dez livros que te farão desmaiar?!? Ou eu estou a ver muito mal a coisa ou ainda nenhum livro me fez desmaiar e dificilmente isso irá acontecer algum dia. Posto isto, em vez de traduzir "à letra" decidi-me por uma tradução mais livre e que me pareceu mais correcta. Livros que te farão extremamente feliz, ou livros pelos quais anseias muito... qualquer coisa deste estilo me parece algo mais adequada. 
Assim sendo, pus-me aqui a pensar e decidi que há alguns livros que quero muito ler e me farão muito feliz no dia em que chegarem aqui a casa, mas também há alguns que já aqui estão e por cuja leitura anseio. São eles:










Além destes há, obviamente, a necessidade de acrescentar o próximo volume das Crónicas de Gelo e Fogo do senhor Martin  mas... enfim, com tanta coisa a acontecer na vida do senhor não se sabe muito bem quando é que tal iguaria estará disponível. Esperemos que não demore muito tempo porque ele já não vai para novo. Mas isto sou só eu a dizer... :)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Maze Runner - Provas de Fogo

Título: Maze Runner - Provas de Fogo
Saga/ Série: Maze Runner (Maze Runner, #2)
Colecção: Via Láctea
Autor: James Dashner
Tradução: Marta Mendonça
Edição: Ed. Presença
ISBN: 9789722350815
Nº de páginas: 368


"Atravessar o Labirinto devia ter sido o fim. Acabar-se-iam os enigmas, as variáveis e a fuga desesperada. Thomas tinha a certeza de que, se conseguissem fugir, ele e os Clareirenses teriam as suas vidas de volta. Mas ninguém sabia realmente para que tipo de vida iriam regressar...

O segundo volume da série Maze Runner ameaça tornar-se um clássico moderno para os fãs de títulos como Os Jogos da Fome."


Já não tinha achado o volume anterior aquela maravilha que toda a gente diz por aí mas, mesmo assim, decidi dar uma nova oportunidade a esta trilogia, sobretudo por causa do final do 1º volume. Bem, não sei se devia ter lido... A leitura foi fácil e rápida e o autor consegue momentos de elevada adrenalina com imensas perseguições, discussões e traições inesperadas e decisões difíceis que têm que ser tomadas. Ainda assim... Muitas destas situações são algo descabidas e, sem sombra de dúvidas, não compensam o resto.

No final do volume anterior qualquer leitor com dois dedos de testa conseguia compreender que as coisas estavam longe de ser completamente resolvidas e que os jovens que conseguiram escapar do labirinto iam poder passar por tudo menos por uma vidinha descansada. É isso que se começa logo a verificar nos primeiros capítulos. A CRUEL não tem ainda todos os valores e variáveis de que necessita e os testes continuam embora num cenário diferente. A descoberta de que o labirinto já nossos conhecido não era o único e que há um outro grupo a  passar por experiências semelhantes não atenua a descrença e frustração dos jovens. Tendo conseguido voltar para o mundo real, mesmo não sabendo nada do mesmo e não sabendo bem o que fazer, os protagonistas acedem a submeter-se a mais uma ronda de testes. Mais uma vez, a CRUEL parece funcionar como um Big Brother que tudo vê, tudo controla e tudo manipula. A única diferença é que tanto o leitor como os personagens estão mais cientes da omnipresença destas pessoas e das suas capacidades para alterar toda e qualquer realidade.

Com a nova vida num mundo exterior  e a revelação da existência de um outro grupo, o número de personagens cresce consideravelmente. Este é um factor que continua a não ter muita importância porque estes continuam a não ter densidade, são todos muito iguais uns aos outros e, muito sinceramente, não consegui sentir nenhum tipo de ligação ou empatia com nenhum deles. A única coisa boa neste aumento substancial de personagens prende-se com o facto de, finalmente, alguém ser capaz de nos dar algum tipo de informação (ainda que escassa, muito, muito escassa) sobre aquilo que aconteceu ao mundo e que teve como consequência directa na vida daqueles jovens os testes aos quais se sujeitam. Ainda assim, a informação que o leitor consegue ir recolhendo, pouco a pouco, ao longo da leitura, está longe de ser suficiente e parece até muito pouco relevante em alguns casos.

E no final, depois de correrem e enfrentarem tempestades assassinas numa terra inóspita e completamente destruída pelo calor e pela doença; depois de se verem obrigados a trair e a aceitar a traição de que são vitimas; depois de enfrentarem doentes em fase terminal que se transformam em autênticos lunáticos canibais; depois de deixarem para trás os amigos mortos... Nada se resolve. Ora ai está, é mesmo assim, nada se resolve e o leitor consegue adivinhar que vem ai mais uma louca ronda de testes. Senti-me algo enganada, frustrada e revoltada com este final, principalmente porque tinha esperança que as memórias recuperadas pelo protagonista fossem, finalmente, servir para alguma coisa. Mas parece que me enganei  e que a este se seguirá mais um volume em que o leitor apenas se limitará a ler cenas pejadas de sangue, violência e com muita adrenalina enquanto segue as escolhas de um grupo de jovens com pouca personalidade. E respostas? Nem vê-las.

Concluindo, se gostaram muito do primeiro volume e conseguiram criar algum tipo de empatia com os personagens, com certeza vão gostar deste volume. Se esse não for o vosso caso, se são um leitor que precisa de respostas, de saber o como e quando (para, entre outras coisas, tentarem descortinar o porquê)... Esqueçam, esta trilogia não satisfaz.

5/10

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Parece que em Fevereiro...




Ora, pois é... parece que em Fevereiro vêm por ai novidades das boas. Ainda não sei as datas exactas mas as editoras já divulgaram as capas e, num dos casos, a sinopse. Não sei quando lhes vou poder deitar a mão mas, uma coisa é certa, hei-de lê-los ainda este ano. :)
E então, também vos agradam as novidades?



(Devo dizer que, em minha opinião, esta capa é 300 mil vezes mais horrorosa que a original mas...OK, quem sou eu!!)

"Outrora conhecida como a costa ocidental dos Estados Unidos, a República é agora uma nação em guerra permanente com as vizinhas, as Colónias. 
  Nascida numa família de elite num dos distritos mais abastados da República, June, aos quinze anos, é um prodígio militar. Obediente, entusiasmada e dedicada ao seu país, está a ser aperfeiçoada para fazer parte dos círculos mais elevados da República. 
  Nascido num dos bairros de lata do Setor Lake da República, Day, também com quinze anos, é o criminoso mais procurado da República. Mas talvez os seus motivos não sejam tão maliciosos quanto parecem. Pertencendo a mundos muito diferentes, não há motivo algum para que os caminhos de June e Day se cruzem - até ao dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado, e Day se torna o principal suspeito. Agora, apanhado no derradeiro jogo do gato e do rato, Day corre pela sobrevivência da sua família, enquanto June tenta desesperadamente vingar a morte do irmão. 
  Contudo, numa reviravolta chocante, os dois descobrem a verdade daquilo que verdadeiramente os levou a encontrarem-se, e a que ponto a nação de ambos está disposta a chegar para manter os seus segredos. 
  Repleto de ação imparável, suspense e romance, o fascinante primeiro romance de Marie Lu irá certamente comover e arrebatar os leitores."

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Finalmente, vem aí mais Flávia De Luce



Tanto quanto consegui saber, é já no próximo dia 23 (já falta pouco, 3 dias não são nada!!) que vamos poder ler a versão portuguesa do 3º volume das aventuras de Flávia De Luce. Enquanto o dia não chega, deixo-vos a capa e a sinopse.

Sinopse: "A história deste terceiro livro começa com um crime antigo, que nunca foi considerado como tal e um novo, o que leva Flavia a conseguir interligar os dois.
Durante a quermesse de Bishop’s Lacey, Flavia pediu a uma cigana que lhe lesse a sina, mas não estava à espera de, horas mais tarde, já de madrugada, ir encontrar a pobre mulher mergulhada numa poça de sangue no interior da sua caravana.
Teria sido um acto de vingança, perpetrado por algum habitante da terra, convencido de que, anos antes, a cigana raptara e levara consigo uma criança da aldeia?
Flavia é menina para compreender bem o doce sabor da retaliação; com efeito, a vingança é um passatempo com que não pode deixar de se deliciar quem tem duas irmãs mais velhas, ambas odiosas. Mas qual será a relação entre este crime e a criança desaparecida?
À medida que as pistas se vão acumulando, Flavia terá de as analisar com todo o cuidado, a fim de desembaraçar uns dos outros os fios negros de actos e segredos do passado."


Scarlet

Título: Scarlet
Série/Saga: Lunar Chronicles (Lunar Chronicles, #2)
Autor: Marissa Meyer
Edição: Planeta
Tradução: Victor Antunes
ISBN: 9789896574123
Nº de páginas: 384

"Cinder elabora um plano para fugir da prisão e, se for bem-sucedida, irá tornar-se a fugitiva mais procurada da Comunidade. Do outro lado do mundo, a avó de Scarlet Benoit desapareceu. Scarlet entra em pânico e, na sua busca, acaba por descobrir que existem muitas coisas sobre a avó que desconhece, assim como ignorava o grave perigo que correu toda a vida. Quando Scarlet encontra Wolf, um lutador de rua que poderá ter informações sobre o paradeiro da avó, sente-se relutante em confiar nele, mas ao mesmo tempo sente-se inexplicavelmente atraída. Scarlet e Wolf tentam desvendar o mistério do desaparecimento da avó, mas deparam-se com outro quando encontram Cinder. Além de todos os problemas em que estão mergulhados, ainda terão de antecipar os passos da maléfica rainha Levana, que fará qualquer coisa para que o belo príncipe Kai se torne seu marido, seu rei, seu prisioneiro."

Scarlet foi a primeira leitura do ano (pois, eu sei... lá se vai a intenção de início de ano de trazer as coisas em dia aqui por estes lados!) e, embora não tenha sido aquilo que eu esperava, também não foi uma má leitura. Regra geral os segundos volumes das trilogias ou sagas são algo mais fracos que os seus antecessores e, muitas vezes, que aqueles que se lhes seguem. Esta premissa é verdadeira para estas Crónicas Lunares. Já sabia que iam ser introduzidas novas personagens (ou nem tanto porque já tinha lido uma pequena história que antecede este volume - Queen's Army - e que me tinha despertado o apetite) mas esperava ver mais de Cinder.

Scarlet é uma jovem que vive cuja avó desaparece sem deixar rasto. Tendo sido abandonada e ignorada pelos país, a avó é tudo o que lhe resta e ela tem a certeza absoluta que a velha senhora não viria as costas de livre vontade deixando-a sozinha, entregue a si mesma. Até aqui a coisa até tem lógica mas depois a rapariga conhece um rapaz mais velho, com ar perigoso e decide que ele é de confiança e que a pode ajudar (what?? Really??). Ou seja, o nascer e desenvolver da situação pareceu-me algo forçado. As coisa podiam ter igualmente acontecido e ter sido usada a lógica para fazer tudo bater certo. Como é óbvio, o rapaz não é o que parece e as coisas tomam um rumo que não o esperado (o esperado por ela, entenda-se!). 
Outra coisa que me deixou um bocado com os nervos em franja foi a personalidade de Scarlet. Não sendo bipolar a rapariga é um bastante inconstante. Há momentos deliciosos em que ela é mesmo bad ass, em que é capaz e controla as situações sem precisar de ajuda alheia e depois, de repente e sem aviso prévio, perde toda esta faceta e é apenas uma miúda naif que não sabe para que lado se há-de virar e confia em toda a gente. Isto foi um bocado frustrante porque quando já gostas da personagem e pensas que sabes como ela irá reagir... ela muda completamente para uma sonsa irritante!!

A meio da narrativa, as coisas começam a mudar e a "imagem maior" começa a surgir e a delinear-se. Apesar de afastadas por milhares de quilómetros e de nunca se terem sequer visto, os destinos de Cinder e Scarlet estão entrelaçados. Neste aspecto apenas posso dizer que houve aspectos que foram uma verdadeira surpresa mas que houve muitos mais que achei muito previsíveis. Ainda assim, a previsibilidade não lhes retira o prazer de ler e não nos retira a vontade de saber o que vem a seguir para aqueles personagens. Fiquei de facto curiosa e com muita vontade de ler o Cress.

Das coisas que mais gostei foi a intriga política, as maquinações da rainha Levana para conseguir vir a governar a terra com o mesmo sistema de terror que conseguiu instituir na Lua (aquela bruxa malvada não desiste mesmo!! Com ela vale tudo). A incapacidade do príncipe Kai para lidar com os média e com a opinião pública quando estala o debate por causa da presença de uma cyborg no baile de gala. E se aí ele já não conseguia gerir bem as coisas, podem imaginar o que acontece quando Cinder se avade e Levana faz exigências descabidas...! Todas estas mudanças nos vão levar de Nova Pequim a Paris, passando por pequenas cidades e grandes herdades no countryside francês e as descrições dos vários ambientes são outro dos pontos altos deste livro. 

Em resumo, o livro não é mau mas não é tão bom como o anterior. A narrativa é muito previsível em muitos aspectos mas isso acaba por não retirar o mistério final e a vontade do leitor de saber o que vem depois. Lê-se bem e rápido pela fluidez da escrita e pelo vocabulário fácil. O melhor são a intriga e as descrições ao nível dos cenários.
Recomendo a quem gostou do volume anterior e quer saber mais quanto ao destino de Cinder.

6/10


PS: Continuo sem conseguir imaginar os personagens orientais como tal mas... isso é um problema meu, penso.   

domingo, 19 de janeiro de 2014

Resultado do Passatempo 5º Aniversário

O passatempo terminou logo no início da semana mas esta falta de tempo que me assola e não me deixa respirar só me deixou vir dar-vos conta do resultado hoje. Desculpem-me a demora.
Quero agradecer a todos os participantes por terem tido a coragem de acreditar em mim e não se terem deixado levar pela aparente dificuldade da coisa. 
E as respostas pretendidas eram as seguintes:

1- Qual o último passatempo lançado neste blog?
     Passatempo 4º Aniversário
2- Qual a leitura de que mais me orgulhei em 2013?
     Kushiel's Scion da Jacqueline Carey
3- Em que ano figura um dos livros da Trilogia Millennium no Top 5 de leituras anuais?
    Em 2012
4- Por vezes, publico posts bilingues. Quais as línguas em que estão escritos esses mesmos posts?
    Estão escritos em Português e Mirandês
5- Qual o primeiro livro sobre o qual opinei (eu, Alice) neste blog?
    A Guerra dos Tronos de George R. R. Martin
6- Qual a obra da qual temos publicado, neste blog, a tradução para Mirandês? 
    Orgulho e Preconceito.


E de todas as meninas que concorreram (é curioso mas é verdade, não houve nem uma única participação masculina!! É estranho...) a vencedora apurada foi:

Patrícia Santos de Santa Iria da Azoia.

Parabéns à Patrícia!! Às meninas que não ganharam... Fiquem atentas porque algo me diz que este ano vamos ter mais passatempos :) Boas leituras para todos!!


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

5º Aniversário



E hoje o Sombra dos Livros faz 5 anos!! Sou-vos sincera quando digo que nunca pensei, no dia em que criei este espaço, estar aqui tanto tempo depois. Como já disse noutras ocasiões, mesmo quando as coisas andam mais paradas, este blog não depende só de mim e graças a ele conheci e redescobri pessoas fantásticas e que me têm ajudado muito. Uns oferecem livros, outros oferecem tempo, paciência, opiniões; a maioria oferece amizade e partilha comigo muitas coisas... A todos, o meu sentido OBRIGADO!

Sendo que 5 anos são mesmo muito tempo (e sei que há muitos de vocês que estão aqui, comigo, desde o início) decidi "abrir os cordões à bolsa". Ah pois é, minha gente... TEMOS PASSATEMPO!! 


 O prémio será a Trilogia Millennium de Stieg Larsson, em edição de bolso.



Para se habilitarem a ganhar estes 3 óptimos livros só têm que responder às questões que se seguem e até as 23:59h do dia 13 de Janeiro, enviar um mail com as vossas respostas e dados pessoais (nome, morada, nick de seguidor do blog) para sombradoslivros@gmail.com.
Pode parecer-vos que é algo complicado mas todas as respostas podem ser encontradas no blog. É uma trilogia que vale a pena... :) 

1- Qual o último passatempo lançado neste blog?
2- Qual a leitura de que mais me orgulhei em 2013?
3- Em que ano figura um dos livros da Trilogia Millennium no Top 5 de leituras anuais?
4- Por vezes, publico posts bilingues. Quais as línguas em que estão escritos esses mesmos posts?
5- Qual o primeiro livro sobre o qual opinei (eu, Alice) neste blog?
6- Qual a obra da qual temos publicado, neste blog, a tradução para Mirandês? 

O passatempo vai decorrer nos moldes habituais mas, ainda assim, aqui ficam as regras:
  • Só são aceites participações de Portugal;
  • Só será aceite uma participação por e-mail e morada;
  • O vencedor será encontrado via random.org e contactado via e-mail.

Boa sorte a todos!!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Top Ten Tuesday - Top Ten Goals/Resolutions For 2014 (bookish, not bookish or a blend)

Bem , sendo este o primeiro post do ano até me parece que o Top Ten Tuesday de hoje tem uma temática bem adequada :)
Ora, resoluções para 2014 sejam elas relacionadas com livros ou não... Todos os anos faço este exercício logo no primeiro dia do ano mas a verdade é que este ano, por variadíssimas razões, ainda não me dediquei ao tema. Vai ser agora!!
Depois de pensar um bocado concluo que este ano me devia dedicar mesmo a mudar algumas coisas e a fazer algumas coisas novas. Assim:

1- Manter o blog actualizado com maior regularidade. Sejam lá quais forem os imprevistos que me surjam devo escrever, pelos menos, dois  post's por semana e escrever as minhas opiniões logo que termine a leitura de um livro.

2- Manter o Goodreads actualizado. Ao que parece as actualizações se tornaram um problema!!!

3- Ler uma média de um livro por semana. Isto daria uns 52 livros no final do ano e ainda que haja semanas mais complicadas nas quais não consigo ler um livro sei que há muitas outras em que leio mais que isso. Assim, uma média de um por semana já era uma óptima soma.

4- Ler dez livros em inglês este ano. O ano passado ultrapassei a minha fobia pelo inglês e pelos livros nessa língua. Devo confessar que é uma coisa que dá um jeito tremendo porque posso, entre outras coisas, ler livros que nunca foram traduzidos para português ou aqueles acerca dos quais nem há expectativas de tradução. Ainda assim, li poucos livros em inglês e espero este ano conseguir ler mais.

5- Terminar todos os desafios literários que me propus. Não foram muitos mas, e aqui entra uma vez mais a alínea das actualizações, tenho que vos dar a conhecer quais são e começar a trabalhar neles.

6- Comprar menos livros. Fico terminantemente proibida de comprar mais que dois livros por mês. O ideal seria haver meses em que não comprasse nenhum ou apenas uma média de 1 por mês mas... Bem, dois no máximo!

7- Enviar pelo menos 70 postais via postcrossing. Gosto mesmo daquilo... :)

8- Aprender de uma vez por todas a mexer como deve ser na minha máquina fotográfica e fazer um curso de fotografia e photoshop (ou lá como se escreva!! Vocês percebem-me...)

9- Deixar de fumar. Eu sei, é um vicio horrível e etc e tal mas... bem, já estou a trabalhar nisso apesar de, confesso, não ser fácil erradicar a coisa.

10- Fazer de novo uma viagem digna desse nome...


Será que vou conseguir cumprir com as minhas resoluções de ano novo? E as vossas quais são?

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Balanço das leituras de 2013

Ora, 2013 foi, como sabem um ano complicado para mim a nível de leituras. A falta de tempo reinou no segundo semestre do ano e foram muitos os livros que ficaram por ler, muitas as opiniões que ficaram por publicar. Ainda assim, li 46 livros o que significa que consegui ver 84% do desafio Goodreads cumprido, apesar de ter havido algumas alturas do ano em que nem sequer sonhei chegar tão longe. Todos estes livros se traduzem em 19.169 páginas lidas o que, segundo o meu contador, é o maior número de páginas que li num ano desde 2010.

O livro com mais páginas que li foi o Kushiel´s Scion da Jacqueline Carey - 944 páginas. Este é um feito que me deixa particularmente orgulhosa porque li tudo, tudinho no inglês original. Se bem se lembram, no final do ano passado tinha-me proposto a mim mesma o desafio de ler 10 livros em inglês. A coisa não correu como o esperado (só li 3 e tenho o 4º a meio) mas a verdade é que este Kushiel's Scion superou tudo!! Além disso, foi, sem sombra de dúvidas, uma das melhores leituras de 2013.

O livro que tão orgulhosa me deixou é o início de uma trilogia ou a continuação de uma saga, como há quem o classifique. Além desta, iniciei 14 séries/ sagas ou trilogias. O  número é elevado mas pretendo continuar a seguir, pelo menos, 11 destas novidades. Ainda a nível de sagas e trilogias, posso dizer-vos que terminei 5 daquelas cuja leitura já tinha iniciado em anos anteriores. Fiquei triste com o fim de algumas. Há sempre aqueles universos que nunca deveriam ser abandonados, sagas que nunca deveriam ter fim...

A grande maioria dos livros que li este ano pertencem às categorias de fantasia e distopia. Foi precisamente com o desafio "Dystopia Reading Challenge" que conheci  um maior número de novos autores, iniciei um maior número de sagas e li alguns dos melhores títulos do ano. Este foi, na verdade, o desafio que melhor me correu. Tinha-me proposto chegar ao nível Rebel que consistia na leitura de 7 a 12 livros desta categoria e consegui ultrapassar essa meta e alcançar o título de Revolutionist (entre 13 e 18 livros). Claro que tendo a coisa corrido tão bem já me ando a preparar para me inscrever no desafio de 2014.

Finalmente, no que a desafios diz respeito, o Queen's Challenge foi o meu grande fracasso. Não cumpri nada deste desafio mas já tenho previsto conseguir levar a situação a bom porto no ano que ai vem. Veremos se é desta!!

Apresentada a estatística e feito o balanço dos desafios resta-me, antes de apresentar o Top 10, mencionar o facto de que este foi um ano de grandes descobertas, tanto a nível de autores como de títulos, mas também um ano de enormes desilusões e desapontamentos. Acho que nunca, em um só ano, consegui ler (ou tentar ler) livros que viessem tão bem cotados e que, no fim, tenham sido um tão grande desapontamento. Li grandes fiascos este ano!! Mas também li muitas coisas boas, são as melhores de entre elas que vos deixo aqui:


As melhores distopias de 2013





As melhores leituras noutros géneros literários




Desejo a todos um 2014 cheio de boas leituras. Até para o ano... :)

sábado, 28 de dezembro de 2013

Aquisições Natalícias

O Natal já passou há uns dias e este ano fiquei muito, muito contente. Para quem gosta de ler, receber livros é sempre uma alegria. Claro que há sempre quem ache que não vale a pena oferecer-me livros porque eu tenho demasiados (what??? Demasiados livros?? Isso é coisa que não existe...) mas, regra geral recebo sempre 2 ou 3. Ajuda, como é óbvio, ter uma irmã que gosta de se armar em "ajudante do pai natal" e a quem dou, no início de Dezembro, uma lista com aquilo que gostava de receber comprometendo-me a não comprar nenhum dos livros mencionados. Pode parecer estúpido ou infantil mas a verdade é que a coisa resulta... :) Ora vejam lá se não resulta:








Entre a minha irmã, os meus avós, tias e amigas recebi todos estes livrinhos e todos estavam na minha lista :)
O que significa que já tenho muitas e boas coisas para ler no início de 2014. É só esperarem um bocadinho, eu hei-de publicar as opiniões :)

Aproveito para deixar um beijo e um obrigada (mais uma vez) a quem contribuiu de maneira tão especial para o meu natal e as minhas futuras leituras. 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal


Como já devem ter reparado, nos últimos tempos, o tempo (ai, menina a redundância!!) é coisa que escasseia por estas bandas. Tenho tantas coisas que vos queria mostrar aqui ainda antes do final do ano... E tão pouco tempo! De qualquer modo, estamos no Natal (quase literalmente) e é entre filhós e rabanadas a meio fazer que, recuperando aquela que para mim é a imagem do blog, vos venho desejar a todos um óptimo Natal junto daqueles que são mais importantes nas vossas vidas. Espero que o senhor das barbas possa rechear-vos a quadra com páginas e páginas de aventuras.
Prometo voltar em breve mas, por agora, os docinhos aguardam :)

Feliz Natal e boas leituras 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

The Broke and The Bookish Secret Santa Parte II



Hoje voltei a ser "vítima" do meu Secret Santa (a culpa é minha, fui eu quem se pôs a jeito... :) ) e... ADOREI!! A sério, recebi, por esta via, a minha primeira prenda de Natal deste ano. Claro que ainda pensei em não abrir a encomenda, esperar pelo Natal propriamente dito, mas acabei por não conseguir aguentar-me. A curiosidade é aquela coisa... E como se não bastasse, a minha querida Secret Santa ainda acertou em cheio. Da lista que lhe foi enviada, conseguiu acertar em cheio naquele que eu mais queria, aquele que andava debaixo de olho já há uma data de tempo. ;)   E ainda tive direito a uns miminhos. Uma tablete de chocolate da Freia, edição especial Much, (posso assegurar-vos que é mesmo bom!!) e uns docinhos típicos lá do Natal da Noruega (esses também ERAM bons... :) ) Ora vejam:






Como já vos tinha dito, a minha Secret Santa escrevia português. Pois é, a Juliana é brasileira (não havia de falar português!?!? Ah, pois...) e há dois anos que vive em Oslo. Depois de revelado o mistério, dei um saltinho ao blog dela (podem ver aqui) e descobri que além de ter os gostos literários parecidos com os meus, vai publicando algumas curiosidades acerca da cultura norueguesa e da vida naquele país. E no fim de tudo, ainda descobri que, por minha causa, a comunidade postcrossing tem mais um membro. 

Com tudo isto como é que podia não adorar esta experiência? Impossível. 
Claro que a minha parte da brincadeira está algo mais demorada (os senhores do bookdepository nunca mais me enviam a prenda que tenho que enviar para o Chile!!!) mas as coisas hão-de se resolver e depois teremos notícias da minha "vitima" por aqui e no blog dela...
No próximo ano, se voltarem a repetir, vou voltar a  participar - foi, de facto, uma experiência das muito boas.

domingo, 8 de dezembro de 2013

O Silo

Título: O Silo
Saga ou série: Wool (Woll, #1-5)
Autor: Hugh Howey
Edição: Ed. Presença
ISBN: 9789722351409
Nº de páginas: 528

"Num mundo pós-apocalíptico, encontramos uma comunidade que tenta sobreviver num gigantesco silo subterrâneo com centenas de níveis, onde milhares de pessoas vivem numa sociedade completamente estratificada e rígida, e onde falar do mundo exterior constitui crime. As únicas imagens do que existe lá fora são captadas de forma difusa por câmaras de vigilância que deixam passar um pouco de luz natural para o interior do silo. Contudo há sempre aqueles que se questionam... Esses são enviados para o exterior com a missão de limpar as câmaras. O único problema é que os engenheiros ainda não encontraram maneira de garantir que essas pessoas regressem vivas. Ou, pelo menos, assim se julga..."

Esta história tem lugar num mundo pós-apocalíptico, numa terra completamente árida e devastada  na qual subsiste, vivendo num enorme silo subterrâneo, uma comunidade de centenas de pessoas. Não sabemos muito bem o que é que aconteceu nem como é que as coisas aconteceram. Aquilo de que rapidamente nos apercebemos é que a comunidade está ali há várias gerações e vai diminuindo cada vez mais. Por outro lado, é fácil adivinhar que, seja qual seja a catástrofe que se abateu sobre o mundo, ela foi (como é que podia não ser?) originada pelo Homem. Toda a vida no silo é altamente controlada. O próprio silo está dividido em mais de 140 andares e, como não podia deixar de ser, os que vivem mais perto do topo julgam-se superiores aos operadores de máquinas dos pisos inferiores. O que poucos sabem é que, no meio desta sociedade há quem não seja exactamente aquilo que parece e tenha como função controlar tudo e todos. Há inúmeras coisas que não podem ser feitas, mais ainda que não podem ser ditas e uma única que nem deve ser sequer pensada - o exterior e  a vida ali. 

Na verdade, o exterior é simultaneamente um desejo (talvez por ser proibido) e uma verdadeira fonte de medo - medo do desconhecido, medo de represálias e castigos, medo da limpeza... A única conexão com o exterior resume-se a alguns ecrãs, espalhados sobretudo pelos níveis superiores do silo, que transmitem continuamente e em tempo real, a imagem captada por algumas câmaras de filmar colocadas lá fora. Mas as lentes sujam-se e quem é condenado por algum crime de maior gravidade tem como pena fazer a limpeza das mesmas. O problema é que, além de o simples facto de falar do exterior ou pôr em causa o sistema e a vida naquela comunidade ser considerado crime capital, condenação à limpeza é sinónimo de condenação à morte. Ninguém sobrevive a uma limpeza das lentes.

A estrutura desta magnifica narrativa, que rapidamente se juntou a Passagem como uma das melhores distopias de sempre na minha lista pessoal, está dividida em 5 POV's ao longo dos quais vamos conhecendo melhor todos os personagens envolvidos na trama e nos vai sendo revelado o mistério central. Gostei deste divisão. Permite-nos compreender a profundidade de cada personagem, as suas escolhas e motivações, permitindo-no colher subtilmente a informação. Isto é, o leitor não é bombardeado com os dados todos de uma vez ou de maneira descabida; as informações vão sendo dadas na medida certa, permitindo ao leitor interiorizar todas as implicações e pensar sobre a realidade que lê. Todos os personagens estão muito bem caracterizados e são pluridimensionais, vão crescendo com a história, e a heroina - Juliette - não é diferente. Na verdade, ela só aparece já no final do primeiro terço do livro mas o leitor facilmente se identifica com ela e rápido nos afeiçoamos a uma jovem determinada, forte, prática e que diz aquilo que pensa. Claro que sendo uma verdadeira kick ass, esta mistura não pode dar muito bom resultado...

Escrito de um modo muito simples e directo, este livro tem a grande vantagem de não ser uma distopia YA. Não há triângulos amorosos irritantes nem coisas que se resolvem como que por magia. Não. Aqui todas as coisas têm a sua razão de ser, todas as causas nos são explicadas de uma maneira ou de outra e com o desenrolar da narrativa o leitor começa a pensar... Começamos a pensar e a verdade é que nos apercebemos que aquele futuro, ou um semelhante, são algo muito possível de vir a acontecer num futuro mais ou menos distante. O Homem destrói-se e ao que o rodeia a todo o momento. Por outro lado, a sociedade manipulada, estrangulada e ludibriada que o autor nos descreve não é muito diferente daquelas em que vivemos. Há sempre algo maior mas escondido, os serviços secretos a não querer divulgar informação, corrupção e um sem número de outros pecados sociais aos quais fechamos os olhos diariamente enquanto os aceitamos passivamente. Não podemos deixar de concluir que aquele é um futuro possível, em circunstâncias semelhantes talvez agíssemos da mesma maneira e, acima de tudo, este Silo serve também de metáfora, de retrato às sociedades em que vivemos. Mas até que a conclusão esteja completa temos momentos de uma leitura muito prazerosa e que nos leva a pensar em temas bastante sérios sem que quase nos demos conta.

Recomendado
8/10

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Top Ten Tuesday - Top Ten 2014 releases I'm dying to read


Esta semana o Top Ten é sobre os lançamentos, previstos para 2014, pelos quais mal podemos esperar. Dado que tenho andado um bocado "fora de jogo" e não estou tão por dentro da temática como gostaria, tive que fazer uma visita ao Goodreads para saber o que ai vem. Por outro lado, não leio apenas em inglês e as coisas têm sempre tendência a demorar a chegar ao nosso cantinho à beira mar plantado. Assim, decidi fazer uma lista daquilo que eu sei que, em principio, sairá no próximo ano (em língua original) e uma na qual coloquei aquelas coisas que eu gostava de ver traduzidas para português. Não sei se terei alguma sorte com esta última lista mas... a esperança esta cá!!


Ora, tanto quanto sei, poderão sair em 2014, os seguintes títulos:













E AINDA:  
(desculpem, não encontrei as imagens de capa...)


The Thorn of Emberlain (Gentleman Bastards, #4)  Scott Lynch

The City of Mirrors (The Passage, #3) Justin Cronin

The Skull Throne (Demon Cycle, #4) James V. Brett

Clariel (Abhorsen, #4) Gart Nix

The Doors of Stone (Crónicas do Regicida, #3 / The Kingkiller Chronicle, #3)




Já eu, gostava de poder ler no nosso português os seguintes títulos:








  
    Terei alguma sorte???