sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

As Mulheres da Casa do Tigre

Título: As Mulheres da Casa do Tigre
Autor: Marion Zimmer Bradley, Andre Norton & Mercedes Lackey
Tradução: Rute Rosa da Silva
Edição: Difel
Nº de páginas: 546
"Merina é uma próspera cidade onde reinam as mulheres da Casa do Tigre. De linhagem antiga, mantêm o equilíbrio na cidade, conciliando os interesses económicos e mantendo vivo o culto da Deusa, cuja relíquia, o Coração, se encontra no Grande Templo. Mas uma forte ameaça paira sobre a cidade. O imperador Balthasar aproxima-se com o seu poderoso exército e Merina não tem qualquer possibilidade de lhe fazer frente. Com ele vem também o mago Apolon, um servidor das Trevas que busca apoderar-se da relíquia e de todo o seu poder. É nestas circunstâncias que as mulheres da Casa do Tigre planeiam a defesa da cidade. Apenas a sua coragem se interpõe no caminho do imperador e do seu triunfo: a rainha-mãe, Adele, fará uso dos poderes espirituais e mágicos de que dispõe; Lydana, a rainha reinante, organizará a resistência armada; e a princesa herdeira, Shelyra, será os «olhos e os ouvidos» da resistência fazendo valer uma antiga aliança com os ciganos.
Em As Mulheres da Casa do Tigre, Marion Zimmer Bradley abre aos leitores as portas de um reino de maravilhas e horrores, de conquista brutal, magia e transformações milagrosas."
Nesta obra Marion Zimmer e os seus parceiros de escrita transportam-nos a Merina, uma próspera cidade governada pela Casa do Tigre, uma família matriarcal ligada à terra que governa e às suas gentes por laços que vão além do dever e da responsabilidade de um soberano. Merina acaba por cair às mão do Imperador Balthasar que se dispõe a governá-la com tirania e a deixá-la sob a perfídia do necromante Apolon. Com tamanho perigo pendendo não apenas sobre a cidade mas também sobre as suas cabeças, as mulheres da Casa do Tigre são obrigadas a entrar na clandestinidade, tornando-se o coração da resistência.
Gostei bastante do modo como são descritos os ambientes envolventes e como conhecemos, através de 3 mulheres muito distintas entre si, três gerações de uma mesma família ficando o leitor com uma noção muito clara daquilo que foi o passado, é o presente e poderá ser o futuro da Casa do Tigre e de Merina. Os personagens estão bem construídos, sendo alguns deles (Shelyra, por exemplo) muito cativantes enquanto que outros nos causam uma enorme repulsa (é o caso de Apolon que odiei mesmo).
A escrita é fluída e rica, sem ser rebuscada e vai-nos envolvendo sem que de tal nos demos conta. Quando nos apercebemos já nos encontramos tão enredados na estória que é impossível deixar de virar uma página atrás de outra. Devo dizer ainda que fiquei bastante surpreendida por, ao longo da narrativa, não conseguir denotar-se que o livro foi escrito a várias mãos. Não há variações de estilo gritantes, nem tão pouco uso de vocabulário mais elaborado por parte de um autor que do outro. A este nível a obra é bastante coesa e o leitor esquece-se que o livro não foi escrito apenas por Marion Zimmer Bradley.
Penso que será uma leitura agradável para os fãs de Anne Bishop e Juliet Marillier.
7/10

7 comentários:

ludmilla disse...

Adoro Ann e Bisho e Juliet vou arriscar este aih ..
bjokasdss

Alice disse...

De facto acho que quem gosta de Juliet Marillier e de Anne Bishop irá gostar de Marion Zimmer Bradley. Eu comecei por ler As Brumas de Avalon há já muito tempo e não me arrependo nada.
bjs

Patrícia disse...

Olá olá
Este livro é de facto muito bom.
Achei muito estranho alguém aconselhar MZB a quem gosta de Juliet Marillier ou Anne Bishop. É que geralmente é ao contrário. lol...
Eu gosto de Anne Bishop e de Juliet Marillier, mas MZB é outro patamar. Já li todos os livros dela (e obviamente ignorei as darkover que começaram a sair cá em Portugal há uns anos) e sem dúvida que ela continua a ser a número 1....
Aconselho especialmente o "salto mortal" que apesar de não ser do género fantasia é maravilhoso.
boas leituras

Alice disse...

É verdade Patricia, os Darkover são mesmo para ignorar. Eu comecei pelas Brumas quando tinha 14 anos e depois disso...bem, foi sempre a devorar MZB até que se acabaram os romances dela publicados em Portugal (excepto as darkover de que não gosto). Agora ando a iniciar a minha irmã...
Bj e boas leituras

Goldalsky disse...

Olá.
O livro parece muito interessante.
Eu gosto de Anne Bishop mas nunca li nenhum de MZR... Será um livro para uma leitura futura, provavelmente... Mas agora quero mesmo ler "O Nome do Vento"...

Boas Leituras

Cristina Bernardes disse...

Li este livro e tb gostei imenso...

Beijos

Vitor Frazão disse...

De todos os livros que li dela só gostei deste e do "A senhora do Trillium". Os outros são demasiado feministas e muito similares entre si.