sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mortinha por lhe deitar a mão...

Rodrigo McSilva divulgou hoje a capa de um dos próximos títulos da colecção Via Láctea. Escritos Ancestrais é o primeiro volume da série Campos de Odelberon e, segundo o autor, será editado já no próximo mês de Setembro embora a data exacta ainda não seja conhecida. Eu espera que seja na primeira quinzena porque há meses que o Rodrigo me anda a deixar com água na boca...

Não posso adiantar-vos a sinopse apenas dizer que os personagens serão principalmente deuses dos panteões grego, eslavo, celta e nórdico. Deixo-vos a belíssima capa criada por Tiago da Silva, autor de algumas das minhas capas preferidas da colecção Via Láctea. Podem dar uma espreitadela ao trabalho deste artista aqui.

3 comentários:

Ana C. Nunes disse...

Não tinha conhecimento deste livro nem do autor, mas parece interessante e a capa está linda!

photostall disse...

Tenho que te dizer que também ando mortinha por deitar a mão a este livro.
Parece-me bastante interessante :)

Vitor Frazão disse...

A primeira vez que ouvi falar deste livro fiquei curioso, porém, mantive as minhas expectativas baixas, para evitar desgostos. Afinal, os mitos que o autor pretendia utilizar haviam-me feito companhia durante a infância e todos sabemos quão delicadas são essas memórias.

Terminada a leitura devo dizer que não desapontou, sendo o balanço positivo. Por um lado, deu-me a oportunidade de rever “velhos amigos”, por outro, fui apresentado a outros que não conhecia tão bem. Mitos testados pelo tempo, aliados a novas histórias concebidas à medida que essas entidades ancestrais foram tiradas do seu ambiente natural e colocadas em novos cenários, numa temática de êxodo/conquista do Novo Mundo, permitiu uma narrativa interessante.

Contudo, não há bela sem senão. Uma vez que aborda as vivências de diversos povos ao longo de várias décadas, é um épico e, como tal, centra-se nos eventos em grande escala em detrimento dos indivíduos, acabando a acção por ser acelerada e as personagens pouco aprofundadas. Infelizmente, tendo em conta os parâmetros do livro, seria difícil ao autor contornar essa questão.

A título pessoal, devo dizer que não sou fã da divisão vincada entre o Bem e o Mal que o autor concebe, em que os maus são feios, porcos e imorais, sendo os bons a personificação de tudo o que está certo. Lá está, é uma questão de gostos.

http://cronicasobscuras.blogspot.com/