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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Divergente

Título: Divergente
Série/Saga: Divergent, #1
Autor: Veronica Roth
Edição: Porto Editora
ISBN: 9720043814
Nº de páginas: 352

"Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família... e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem.
Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se enamora por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo, que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama... ou acabar por destruí-la."


Parti para esta leitura, com algumas reticências tenho que confessar, depois de, por mais de um ano, ver o meu primo mais novo todo entusiasmado com os livros. Nos últimos tempos tem predominado (este cantinho não é excepção) a distopia e há-as muito boas. Prova disso são as últimas que li, têm sido óptimas surpresas. Contudo, por qualquer razão que ainda não consegui descortinar, não esperava muito deste livro. Se eu soubesse... já o tinha lido há muito tempo :) , adorei.

Ao ler a sinopse pensei que com tantas facções, tantos grupos diferentes, me ia ser complicado entrar no espírito desta Chicago futurista. Mais uma vez, estava enganada. Tudo, desde as primeiras páginas, serve para nos levar a compreender bem o world building, embora, por vezes, de um modo subtil. A populosa cidade vive isolada, virada para si mesma - o exterior é algo em que não se pensa, algo temido e encarado, na maior parte das vezes, como algo praticamente inexistente. Fechada sobre si mesma, a cidade reflecte o que se passa com a maioria dos seus habitantes e com as facções que compõem a sociedade estratificada em que vivem. Ainda que, acima de tudo, um individuo deva pensar na facção à qual pertence e nos objectivos da mesma, o ser humano é um animal egoísta por natureza. Egoísta e dissimulado. Todos se fecham em si mesmos, velando os seus pensamentos e vontades mais profundas, dando sempre a ideia de que a facção vem em primeiro lugar, embora tudo façam para poder ver cumpridos os seus desejos. 
As comunidades/ sociedades ideais não existem, ou, pelo menos, não subsistem por muito tempo pois que é o ser humano que as forma e molda e em cada um de nós o bem e o mal degladiam-se a todo o momento; por muito bem intencionados que sejamos, por vezes, as nossas vontades e desejos pessoais, sobrepõem-se ao interesse do todo e ao "bem comum" é isto que podemos constatar ao ler esta estranha distopia YA.

Penso sinceramente que o que faz com que este livro agrade tanto aos mais jovens como aos adultos é o facto de, para lá da história de coragem e romance, das intrigas políticas e dos segredos desvendados, ser feita (muito bem feita) uma profunda análise sobre o ser humano, a sua natureza e os seus comportamentos em diferentes contextos. Através de Tris, uma jovem que, aos 16 anos, deixa para trás a sua família e tudo aquilo que conhecera até à data para se juntar a uma facção diferente daquela onde foi educada, somos guiados ao interior do ser humano numa procura incessante pelo auto-conhecimento. Este é um processo em que será necessário enfrentar-se aquilo que mais nos pode aterrorizar - nós mesmos tal como somos, repletos de medos e desejos; medo de nós, da rejeição; desejo de sermos alguém diferente, de ser aceite ou desejo por outrém. Assim, a narrativa, com a sua linguagem simples mas fluída, acaba por ser um espelho das dificuldades interiores pelas quais todos  passamos ao longo das nossas vidas e também uma reflexão sobre o ser humano e a vida em sociedade.

Devo ainda referir que, a mim pessoalmente, me agradou muito o facto de não haver triângulos amorosos irritantes e de que a história de amor existente não seja uma daquelas "chachadas melosas" que me mexem com o sistema nervoso (pois, o romantismo para estes lados continua pelas ruas da amargura. Fazer o quê??)

Em resumo, a história é apelativa e a linguagem é simples. Apesar de aparentemente ser um mundo complexo, a autora foi capaz de o tornar simples e consegue que o leitor compreenda perfeitamente todos os aspectos deste cenário futurista e que se identifique com vários personagens (sim, vários). Contudo, o ponto alto para um leitor mais exigente não se prende com a história em si, com a sua construção, inovação ou nível de intriga e suspense. Aquilo com que este livro me conquistou foi a subtil mas profunda (um bocadinho antagónico? nada de stress, vocês entendem-me...) análise  do ser humano e da vida em sociedade.
Recomendadíssimo

8/10

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A Lenda de Sapphique

Título: A Lenda de Sapphique
Saga: Incarceron (Incarceron, #2)
Autor: Catherine Fisher
Tradução: Mário Dias Correia
Edição: Porto Editora
ISBN: 9789720045843
Nº de páginas: 360


"Ele foi o único que escapou.
Agora tem o poder de os salvar... ou destruir.

Finn conseguiu fugir de Incarceron, a terrível prisão viva e o único lar de que tem memória, mas a liberdade está longe de ser o que imaginava.
Cláudia acredita que, se Finn reclamar o direito ao trono do Reino, será capaz de libertar Keiro da temível prisão; mas o Exterior não é o paraíso idílico com que Finn sonhava e o jovem vê-se subitamente prisioneiro de um obscuro jogo de intrigas e mentiras, que adia os seus planos.
Entretanto, na obscuridade de Incarceron, os prisioneiros falam de um homem lendário - Sapphique, o único que conhece os segredos e o único capaz de destruir a prisão. São inúmeras as histórias sobre as suas façanhas, mas haverá alguma verdade nelas? Será que ele existe mesmo?
Dentro e fora, todos aspiram à liberdade... como Sapphique."


Tenho andado a adiar a escrita desta opinião. Não é apenas a falta de tempo é, sobretudo, a dificuldade em escrevê-la. Não sei se alguns de vós já se aperceberam (provavelmente os que me seguem no goodreads) mas este foi o tal livro que demorei um mês a ler. Estava bastante curiosa, pois embora não tenha achado o primeiro livro nada do outro mundo, tinha gostado bastante da ideia por detrás da história (uma prisão criada pelo homem, dotada de inteligência própria...) e esperava que a autora se redimisse neste volume. Na verdade, tinha esperança que o volume anterior tivesse funcionado apenas como uma introdução e que agora as coisas "começassem a aquecer". Estava enganada.

O melhor do livro (que é o último da saga, thank God!!) continua mesmo a ser a prisão - a sua inteligência, as suas vontades e  as suas acções (que podiam ter um bocadinho mais de mistério). Mas este é apenas um aspecto secundário em toda a trama, porque a coisa na verdade gira toda em torno do príncipe herdeiro desaparecido e de uma revolta no reino contra a rainha malvada. As vontades de uma menina mimada e de uma velha igualmente mimada são o ponto que domina a narrativa.
Posso ser uma excepção no meio de todos os leitores desta saga mas a verdade é que me interessava mais saber sobre a prisão, sobre o mundo dos sappienti, sobre o próprio mundo que, aqui, se encontra por decreto real parado numa época longínqua e medieval existindo a proibição do uso de tecnologias e de tudo o que vem do nosso tempo. Mas esses são precisamente os aspectos que a autora descura para dar maior ênfase a uma espécie de romance egoísta e a uma intriga palaciana mal urdida. No fim lá conseguimos ser (um bocadinho pequeno) surpreendidos mas, lá está, num assunto que tem que ver com a prisão e o prisioneiro mais conhecido de todos os tempos - Sapphique.

Foi livro que me custou mesmo muito a ler, por pouco não desisti (mas nestas coisas sou persistente). Estava sempre à espera de uma mudança nos personagens (que achei para lá de estereotipados), de algo que os tornasse mais humanos ou profundos; esperava uma grande reviravolta que mudasse de forma inesperada o rumo das coisas; queria elementos novos que enriquecessem a história. Nada disso aconteceu e a leitura acabou por se revelar um verdadeiro martírio. Talvez o defeito seja meu. Talvez não fosse a altura certa. Não sei... a verdade é que não vou recomendar a ninguém senão àqueles que gostaram verdadeiramente do primeiro volume.

2/10

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Isabel Allende - Livros autografados

Está disponível a partir de hoje, dia 4 de Novembro, o mais recente título de Isabel Allende, O Caderno de Maya.
Tendo brindado os leitores com livros como A Casa dos Espírtos ou Paula, Isabel Allende é uma das autoras mais lidas em todo o mundo. Sabendo do seu sucesso também em Portugal a Porto Editora disponibiliza alguns exemplares autografado.

Podem encontrá-los nas livrarias Bertrand do Colombo (Lisboa) e do Norteshopping (Porto); cada uma delas terá disponíveis 150 livros desta edição especial e limitada ao mesmo custo da versão normal.

Aproveitem...

Para aguçar a curiosidade dos fãs mais distraídos, deixo-vos a sinopse:

Um passado que a perseguia. Um futuro ainda por construir. E um caderno para escrever toda uma vida.
«Sou Maya Vidal, dezanove anos, sexo feminino, solteira, sem namorado por falta de oportunidade e não por esquisitice, nascida em Berkeley, Califórnia, com passaporte americano, temporariamente refugiada numa ilha no sul do mundo. Chamaram-me Maya porque a minha Nini adora a Índia e não ocorreu outro nome aos meus pais, embora tenham tido nove meses para pensar no assunto. Em hindi, Maya significa "feitiço, ilusão, sonho", o que não tem nada a ver com o meu carácter. Átila teria sido mais apropriado, pois onde ponho o pé a erva não volta a crescer.»

terça-feira, 21 de setembro de 2010

1822 - Laurentino Gomes já está em Portugal

O autor brasileiro Laurentino Gomes está em Portugal para uma grande operação de lançamento de 1822. Os eventos decorrem entre 22 e 24 de Setembro. No programa está incluída a visita a uma escola, uma sessão de apresentação no Porto, com a participação de Carlos Magno e Rui Moreira, e um evento de lançamento em Lisboa, com apresentação de José Norton. Laurentino Gomes aterra no Porto na manhã do dia 20 de Setembro e fica em Portugal até dia 25, para os referidos eventos em torno do novo livro e contactos com a comunicação social. No final da tarde do dia 24 de Setembro, o dia da morte de D. Pedro, o Padrão dos Descobrimentos acolhe o evento que assinala o lançamento oficial de 1822 em Portugal. Vão estar presentes delegações da Embaixada do Brasil, da Missão do Brasil junto da CPLP e da Casa da América Latina.
1822 surge na sequência de 1808, que se centrava na ida da família real portuguesa para o Rio de Janeiro, e aborda a Independência do Brasil. O livro foi publicado naquele país no dia 7 de Setembro, o dia da referida Independência, e no mercado brasileiro foram já colocados mais de 200 mil exemplares, correspondentes às duas primeiras edições.

Programa:
22 de Setembro, quarta-feira, 15:00, visita à Escola EB 2/3 de Paranhos, no Porto, para conversa com várias turmas de alunos
22 de Setembro, quarta-feira, 21:30, debate de apresentação na Escola EB 2/3 de Paranhos, no Porto, com a participação de Carlos Magno e Rui Moreira
24 de Setembro, sexta-feira, 19:00, lançamento oficial no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, com apresentação de José Norton.
Sobre a obra:
1822 sucede a 1808, obra de grande sucesso no Brasil (mais de 600 mil exemplares vendidos) e em Portugal. O primeiro livro centra-se na fuga da família real portuguesa para o Brasil; esta nova obra, por sua vez, aborda a independência daquele país, que, como se sabe, foi proclamada num momento que ficou conhecido como o Grito do Ipiranga.

O livro é um relato detalhado, ao estilo jornalístico, do processo de independência do Brasil. Composto por vinte e dois capítulos acompanhados por ilustrações de acontecimentos e personagens da época, o livro abrange um período de catorze anos, entre a volta da corte portuguesa de D. João VI a Lisboa, em 1821, e a morte do imperador D. Pedro I, em 1834.

1822 é resultado de três anos de pesquisas, durante os quais o autor consultou cerca de 170 livros, percorreu diversos locais dos acontecimentos ligados à Independência do Brasil ou à vida de D. Pedro. Entre outros lugares, refez o caminho percorrido por D. Pedro do Rio de Janeiro a São Paulo na véspera do Grito do Ipiranga, em 1822. Também esteve no Piauí, local da Batalha do Jenipapo, travada no dia 13 de Março de 1823 e na qual morreram cerca de 400 brasileiros às mãos da bem armada e treinada tropa portuguesa. Em Portugal, o autor visitou o Arquipélago dos Açores e as linhas de trincheiras do Cerco do Porto, episódio da guerra civil entre D. Pedro e seu irmão D. Miguel de 1832 a 1834.

O trabalho de pesquisa contou a orientação do diplomata, ensaísta, historiador, poeta e académico Alberto da Costa e Silva, um dos mais respeitados intelectuais brasileiros, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras.
Os interessados podem ler as primeiras páginas aqui.

domingo, 1 de agosto de 2010

Hush, hush

Título: Hush, hush
Autor: Becca Fitzpatrick
Tradução: Alcina Marinho
Edição: Porto Editora
Nº de páginas: 319

"Apaixonar-se não fazia parte dos planos de Nora Grey. Nunca se sentira atraída por nenhum dos rapazes da sua escola, apesar da insistência de Vee, a sua melhor amiga.Então, aparece Patch. Com um sorriso fácil e uns olhos que mais parecem trespassar-lhe a alma, Patch seduz Nora, deixando-a completamente indefesa.Mas, após uma série de encontros assustadores com Patch, que parece estar sempre onde ela está, Nora não consegue decidir se há-de cair-lhe nos braços ou fugir sem deixar rasto.Em busca de respostas para o momento mais confuso da sua vida, Nora dá consigo no centro de uma antiga batalha entre imortais. E quando é chegada a altura de escolher um rumo, a opção errada poderá custar-lhe a vida."

A capa prometia; o título (podiam tê-lo traduzido) nem tanto; a publicidade feita antes e logo após a sua saída dava-o como um sucesso certo, um excelente substituto dos livros de vampiros. Comprei-o, li-o e... não gostei. Antes, porém, de enumerar os aspectos negativos devo realçar o trabalho de tradução e revisão pois, que me lembre, não encontrei erros, gralhas e afins.
Hush, Hush conta-nos a história de Nora e Patch, dois jovens supostamente estranhos e com problemas que são obrigados por um professor a trabalhar juntos. Embora reticente no que respeita a esta proximidade, Nora é incapaz de desligar e de ignorar a curiosidade crescente que sente em relação a Patch. Nesta fase inicial, introdução de personagens e a interacção dos jovens na sala de aulas e etc, o leitor é incapaz de não pensar que se trata de um decalque do livro Crepúsculo, que aquilo não é mais que uma cópia de uma história de outrém.
Com a evolução da história este sentimento tende a esbater-se e começamos a entrever as tramas paralelas, os mistérios que não envolvem directamente a personagem principal. Contudo, a melhoria não é significativa pois o mistério policial está extremamente mal construído e os anjos... Oh, os anjos!!
Se achei os outros personagens superficiais, sem qualquer densidade ou evolução, os anjos foram uma desilusão ainda maior, personagens sem ponta por onde se lhe pegue a fazer lembrar o estereótipo das meninas de claque americanas sem nada nas cabeças.
O final deixa tudo em aberto para o próximo volume, Crescendo, mas não me parece que me vá dedicar à leitura do mesmo embora na escrita da autora haja algo que nos faz virar as páginas, que nos desperta alguma curiosidade.
Talvez o maior defeito tenha sido meu uma vez que li este livro depois de Angelologia... Mesmo tendo este factor em conta, não gostei.
3/10

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Novos títulos Porto Editora a partir de Setembro

A Porto Editora avançou no passado dia 8 os títulos a publicar pelo grupo nos últimos meses de 2010.
Uma vez que publicar aqui todas as sinopses ia resultar num post para lá de enorme, decidi avançar apenas com os títulos e algumas das ditas sinopses. Nos meses dos respectivos lançamentos conto dar-vos a conhecer as restantes. No entanto, caso algum leitor fique interessado numa das sinopes não publicadas hoje basta enviar um e-mail que terei todo o prazer em fornecer a informação de que dispomos.
Assim sendo, as publicações do Grupo Porto Editora a partir de Setembro serão:

SETEMBRO
  • Heart of the matter – Emily Giffin (Porto Editora)
  • El tiempo entre costuras – Maria Dueñas (Porto Editora)
  • The Ice Cream Girls – Dorothy Koomson (Porto Editora)
    "Durante a adolescência, Poppy Carlisle e Serena Gorringe foram as únicas testemunhas de um trágico acontecimento. Entre aceso debate público, as duas aparentemente glamourosas adolescentes viram-se a braços com os tribunais e foram apelidadas pela imprensa de “The Ice Cream Girls”.
    Anos mais tarde, encontramos as protagonistas com percursos de vida muito diferentes, Poppy está decidida a trazer ao de cima a verdade sobre o que realmente sucedeu, enquanto Serena, esposa e mãe de dois filhos, não pretende que ninguém do seu presente desvende o seu passado. Mas é impossível enterrar alguns segredos – e se o seu for revelado, a vida de ambas voltará a transformar-se num inferno…
    Emocionante e enternecedora, esta história dá que pensar. “The Ice Cream Girls” fará com que o leitor se interrogue se alguma vez poderemos conhecer verdadeiramente aqueles que amamos."
  • 1822 – Laurentino Gomes (Porto Editora)
  • Lo splendore de la vitta – Sveva Casati Modignani (Porto Editora)
    "Giulia de Blasco é uma escritora de sucesso que venceu uma difícil batalha contra o cancro e conquistou o amor do cirurgião Ermes Corsini. Apesar disso, Giulia não consegue encontrar a serenidade que tanto deseja. O seu filho Giorgio, de dezasseis anos, atravessa uma adolescência conturbada e acaba por influenciar negativamente a relação de Giulia e Ermes e levar Giulia a questionar as suas capacidades como mãe. É no meio destas dúvidas e incertezas que surge Franco Vassalli, um enigmático e fascinante empresário, habituado a conseguir tudo o que quer… Para Giulia começa assim mais um período dramático e intenso da sua vida. "
  • Dez Mil Guitarras – Catherine Clément (Porto Editora)
    "Marrocos, 1578: dez mil guitarras jazem ao abandono no campo de batalha de Alcácer-Quibir. D. Sebastião desapareceu. Morto ou vivo? Há quem espere por ele…
    Ao contar-nos essa espera, Catherine Clément oferece-nos uma truculenta galeria de retratos de uma Europa em mutação: o peso dos Habsburgo, a violência das guerras religiosas, a loucura do imperador da Áustria, a rebelião da jovem rainha Cristina da Suécia e a sua paixão por Descartes.
    Composto como uma ópera, pleno de fantasia e de verdades pouco conhecidas, o romance dá voz a personagens memoráveis, como esse famoso rinoceronte - que atravessou a Índia a toda a largura e que, depois de ter navegado de Goa para Lisboa, se encontra enjaulado para deleite de soberanos: um jovem rei português, um velho rei de Espanha, um imperador alquimista, uma rainha bárbara.
    Catherine Clément retoma em Dez Mil Guitarras a veia romanesca dos seus grandes sucessos: A Senhora, Por Amor da Índia ou A Viagem de Théo."
  • Angola: a Segunda Revolução – Jardo Muekalia (Sextante)
  • O seminarista – Rubem Fonseca (Sextante)
    Para o protagonista de O seminarista, matar não causa remorso, mas também não causa prazer. É apenas o seu trabalho, que lhe permite dedicar-se àquilo que realmente ama: livros, filmes e mulheres. Quando decide que já é hora de abandonar a profissão, descobre que não é tão imune aos efeitos dos seus trabalhos e das suas escolhas como acredita ser…
  • A Cidade do Homem – Amadeu Lopes Sabino (Sextante)
  • Adeus, até amanhã – William Maxwell (Sextante)

    OUTUBRO
  • The Fall – Robert Muchamore (Porto Editora)
  • O Elemento – Ken Robinson (Porto Editora)
  • The Danish Girl – David Ebershoff (Porto Editora)
  • Crush it – Gary Vaynerchuk (Ideias de Ler)
  • Matteo perdeu o emprego – Gonçalo M. Tavares (Porto Editora)
    "Do mais elogiado autor da nova geração de romancistas do nosso país. O próximo Nobel, não hesitou em afirmar José Saramago.
    Um conjunto de pequenas histórias, originais e com um humor peculiar, que se entrecruzam pelas relações que se vão estabelecendo entre as várias personagens.
    Cada personagem antecede outra, seguindo uma ordem alfabética, necessária para o irreverente destino da história.
    Contém ainda um arrojado posfácio, que serve de comentário a mais uma narrativa genial do autor. "
  • Na Sombra do Pai – Richard Russo (Porto Editora)
  • O Fogo de Istambul – Jason Goodwin (Porto Editora)
    "Istambul, 1836. Poucos dias antes de o sultão Mahmud II proclamar um édito reformista, uma sucessão macabra de assassinatos de oficiais da Nova Guarda ameaça romper o frágil equilíbrio do poder na Corte. Quem estará por detrás destas mortes? Todos os indícios apontam para os Janízaros: durante quatrocentos anos constituíram o corpo de soldados de elite do Império Otomano, mas tornaram-se de tal forma poderosos que o sultão decidiu extingui-los. Estarão a planear o seu regresso brutal?
    Perante os acontecimentos, o sultão incumbe Yashim Togalu de descobrir o assassino no prazo de dez dias. A condição particular de Yashim torna-o no perfeito agente infiltrado: insólito investigador, brilhante, amante de culinária e de romances franceses, possui a extraordinária capacidade de passar despercebido e ter acesso a todas as zonas do palácio, incluindo o harém do sultão. Yashim é um eunuco.
    Na busca da verdade, seguiremos Yashim pelos mercados e ruelas de Istambul até aos corredores do palácio, numa corrida contra o tempo, antes que a conspiração ganhe mais força e o império desabe.
    Entre o romance histórico e a ficção detectivesca, Jason Goodwin cria uma atmosfera de sensualidade e decadência onde se resgatam vidas perigosas, paixões políticas e pessoais, num livro que dá início a uma trilogia carregada de fascínio.
    "
  • Uma Longa Viagem com Manuel Alegre – João Céu e Silva (Porto Editora)
  • O Fogo – Katherine Neville (Porto Editora)
    "O tabuleiro de xadrez de Montglane: um artefacto antigo que contém um poder inimaginável. Um vez reunidas todas as peças e o jogo iniciado, forças místicas convergem podendo ameaçar o futuro do mundo.
    1822, Albânia: Trinta anos após a Revolução Francesa, paira sobre a Europa a sombra da guerra da independência grega. Sob ataque, Ali Paxá, o mais poderoso governante do Império Otomano, confia à sua filha Haidee a perigosa missão de desviar uma peça crucial do tabuleiro de xadrez para fora do país. Perseguida por inimigos, Haidee foge por Marrocos, Roma e Grécia em direcção ao âmago do Jogo e, finalmente, ao local onde o tabuleiro fora criado havia mais de mil anos: Bagdade.
    2003, Colorado: Alexandra Solarin é chamada ao local onde a mãe se encontra escondida. Trinta anos antes, os seus pais tinham sido determinantes na disseminação das peças do tabuleiro de xadrez por todo o mundo, enterrando com elas os segredos do seu poder. Mas quando Alexandra chega às Montanhas Rochosas constata que a mãe desapareceu tendo-lhe deixado, no entanto, um conjunto de pistas estrategicamente identificáveis sobre o seu paradeiro. O Jogo começou novamente! "
  • Uma questão de consciência – Ian Rankin (Porto Editora)
  • Pagadores de crises – José Goulão (Sextante)
  • Mercado de ilusões – Felipe Benítez Reyes (Sextante)
  • A assombrosa viagem de Pompónio Flato – Eduardo Mendoza (Sextante)
    "No século I da nossa era, Pompónio Flato viaja pelos confins do Império Romano em busca de águas com efeitos prodigiosos. O acaso e a precariedade da sua sorte levam-no a Nazaré, onde vai ser executado o carpinteiro da aldeia, acusado do assassinato brutal de um rico cidadão. Contra a sua vontade, Pompónio vê-se imerso na investigação do crime, contratado por um extraordinário cliente: o filho do carpinteiro, criança cândida e singular, convencida da inocência do pai. Cruzando os géneros histórico, policial, hagiográfico e a paródia de todos eles, eis a obra mais insólita e surpreendente de Eduardo Mendoza, e também uma das mais ferozmente divertidas."

    NOVEMBRO
  • The mountain between us – Charles Martin (Porto Editora)
  • Excuses Begone – Dr. Wayne Dyer (Albatroz)
  • Novembro – Vítor Burity da Silva (Porto Editora)
    "Um testemunho sentido sobre alguns dos acontecimentos mais marcantes do pós-independência de Angola, através das vidas de Valter e Maria José, crianças por altura do início da guerra civil angolana, que se perdem no meio da desesperada fuga à guerra civil para se reencontrarem anos mais tarde, em Luanda.
    A guerra termina e o país começa a crescer, para trás muitos anos de luta e a independência é recordada, honrando os que morreram. E hoje, 35 anos depois, este Novembro em honra de uma pátria para todos os angolanos."
  • A Profecia de Istambul – Alberto S. Santos (Porto Editora)
    "Quem detiver a Lança do Destino alcança o poder sobre a Humanidade, para o Bem e o Mal. Por isso, os mais poderosos de todos os tempos a perseguiram. E agora onde se encontra a relíquia sagrada? Estará nas mãos erradas?
    No período áureo de Istambul, e com as fogueiras do Santo Ofício a ameaçarem tudo e todos, chega-nos um enredo de suspense e descoberta da poderosa relíquia sagrada que pode derrubar o mundo.
    O novo romance histórico do autor do sucesso A Escrava de Córdova.
    "
  • Contos Pouco Políticos – vários autores (Porto Editora)
  • Histórias Daqui e Dali – Luis Sepúlveda (Porto Editora)
    "«Tá, diz-se em uruguaio quando se procura afirmar com ênfase, e Tá respondeu Mario Benedetti quando a decência perguntou se havia que arriscar pelos pobres, pelos fracos, pelos condenados da terra, pelos que não tinham direito à alegria, pelos que sonhavam com uma existência justa, por uma palavra “amanhã” plena de sentido.»
    Esta frase, que dá início a uma das histórias que Luis Sepúlveda recolhe neste livro, resume perfeitamente tanto o espírito que guia a vida do autor chileno, como as suas palavras. Palavras seguras, potentes mas sussurrantes, que sempre nos interrogam sobre o estado do mundo e das suas gentes. Foi essa interrogação constante que consagrou Luis Sepúlveda como um dos mais originais escritores de língua castelhana.
    Nestas 25 histórias somos transladados para diversos cenários, distintas situações, países daqui e dali, mas as palavras do autor remetem-nos sempre para um mesmo território literário: o território dos derrotados que se negam a aceitar a derrota. Um território bem conhecido dos leitores de Luis Sepúlveda que, neste livro, se reencontrarão com algumas das melhores passagens da sua extensa obra literária."
  • Gente do Sul – Pat Conroy (Porto Editora)
  • A filha do coveiro – Joyce Carol Oates (Sextante)
  • Roma – António Mega Ferreira (Sextante)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Eric Frattini, uma das vozes que mais tem revelado segredos do Vaticano, vai estar amanhã em Portugal, para apresentar o novíssimo romance O Labirinto de Água. O evento tem lugar às 19:00, na livraria Bulhosa de Oeiras.
Uma das grandes interrogações que resultam da leitura de O Labirinto de Água, livro que explora as fragilidades e as políticas mais obscuras da Igreja Católica, tem a ver com uma possível manipulação, por parte da própria Igreja, da visão que temos do Cristianismo.
Publicada há um mês, a obra incide num dos temas mais polémicos da história da Igreja: a descoberta do Evangelho de Judas.
O autor é um prestigiado jornalista e professor universitário, autor de vinte ensaios e dois romances. Como correspondente, viveu em vários países, entre os quais Israel e Líbano, o que muito contribuiu para as investigações que operou.
Vale a pena uma visita ao sítio oficial de Frattini , para conhecer a vida e a obra do escritor.

sábado, 8 de maio de 2010

Resultado do passatempo "Jantar com Dorothy Koomson"

Já foram escolhidas as quatro vencedoras dos passatempos que a Porto Editora criou para levar fãs a jantar com Dorothy Koomson. Uma das felizardas vem de propósito da Madeira para o Continente para conhecer a autora. A escritora vai estar em Portugal no fim-de-semana de 15 e 16 de Maio, no contexto da Feira do Livro de Lisboa.
As vencedoras são:
Vera Inácio,
Sandra Vicente,
Amanda Sousa
Inês Santos.
A Porto Editora dá, obviamente, os parabéns a todas e agradece as várias dezenas de participações que recebeu.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sveva Casati Modignani, Dorothy Koomson, Paul Hoffman e Robert Muchamore na Feira do Livro de Lisboa

A presença de seis autores internacionais - Sveva Casati Modignani, Robert Muchamore, Paul Hoffman, Ricardo M. Salmón, Dorothy Koomson e Luis Sepúlveda -, sessões de autógrafos com os autores portugueses da Porto Editora, Sextante Editora, Albatroz e Ideias de Ler, workshops de culinária, moda e escrita criativa, e noites temáticas dedicadas a Chopin e ao Jazz são os cartões-de-visita do Grupo Porto Editora na 80ª Feira do Livro de Lisboa.
Este ano, 18 stands de vendas e 3 tendas de eventos, onde se inclui uma dedicada ao público infanto-juvenil, asseguram uma presença activa do maior grupo editorial nacional naquele que é o grande evento literário do país.
No primeiro fim-de-semana do evento, na sexta-feira, João Céu e Silva, Lídia Jorge, Teresa Salema e Ricardo Leitão assinam os seus livros, a partir das 15:00, nas tendas 1 e 2 do espaço da Porto Editora.
No mesmo dia, a partir das 18:00, a tenda 3, dedicada ao público infanto-juvenil, recebe um atelier de ilustração com Inês de Oliveira.
No sábado, a italiana Sveva Casati Modignani junta-se aos portugueses João Pedro Marques, Francisco José Viegas, Paulo Azevedo e Teolinda Gersão e, na tenda 3, o autor da colecção Cherub, Robert Muchamore apresentará, para delícia dos muitos fãs da colecção, o novo volume Olho por Olho. Maria da Conceição Vicente, Inês de Oliveira, as mascotes da Rua Sésamo e da Miffy completam o cartaz da tenda infantojuvenil.
Depois do evento Sabores de África - Degustação, com Conceição Santos, a noite de sábado é dedicada a Chopin e ficará a cargo da autora Cristina Carvalho.
No Domingo, a Sveva Casati Modignani e Robert Muchamore juntam-se Inês Botelho e António Bagão Felix, na literatura, e as mascotes da Ovelha Choné e da Betty Boop, na infanto-juvenil.
Pelas 16:00, realiza-se um workshop de ilustração com Ana Biscaia.
Na sexta-feira seguinte, 7 de Maio, a partir das 15:00, Tânia Ganho, Luís Bigotte Chorão, Lourenço Pereira Coutinho, Vítor Burity da Silva e Laura Ferreira dos Santos ocupam as tendas 1 e 2, enquanto a tenda infanto-juvenil recebe, à semelhança do que acontece no dia anterior, a Hora do Conto com a autora Leonor Mexia.
No sábado, o britânico Paul Hoffman, autor de O Braço Esquerdo de Deus, junta-se ao espanhol Ricardo Menéndez Salmón e a Sofia Marrecas Ferreira, João Pedro Marques, J. Pedro Baltasar e Vítor Burity da Silva.
No Domingo, aos nomes já citados junta-se Nuno Silveira Ramos, autor do recente Tartan - As Velas da Liberdade, destacando-se, pelas 19:00, o lançamento do mais recente romance de Pedro Almeida Vieira, Corja Maldita.
O segundo fim-de-semana na tenda infantojuvenil do espaço Porto Editora contará com a presença das mascotes do Canal Panda, da Miffy, da Ovelha Choné, do Carteiro Paulo, da Hello Kitty e da Rua Sésamo. Ana Fernandes e Ana Biscaia dirigirão um atelier de ilustração, Maria João Lopo de Carvalho assegurará a Hora do Conto enquanto Maria da Conceição Vicente, José António Gomes, António Modesto e José Vaz autografarão os seus livros.
No último fim-de-semana da FLL, a Porto Editora promove um jantar de fãs com a britânica Dorothy Koomson na sexta-feira, antes da sessão de autógrafos do dia seguinte.
O chileno Luis Sepúlveda é o outro nome internacional que estará presente nos dois últimos dias do evento. Maria Isabel Barreno, Filomena Marona Beja, Maria da Conceição Caleiro e António Brito, na sexta-feira.
João Pedro Marques, Francisco José Viegas e Lourenço Pereira Coutinho, no sábado.
Alberto S. Santos, João Céu e Silva, Nuno Silveira Ramos e Pedro Almeida Vieira, no Domingo, completam o rol de autores disponíveis para autógrafos nos dias 14, 15 e 16 de Maio.
Antes de se despedir dos leitores, a Porto Editora promove a acção Stay Cool - Tendências de Verão com Maria Guedes, na sexta-feira (21:00), uma noite dedicada ao Jazz, com José Duarte, no sábado (21:00), e um workshop de Escrita Criativa com Pedro Sena-Lino, no Domingo (18:00). Na tenda infantil, o destaque vai para o teatro de marionetas inspirado na obra de Luis Sepúlveda (Domingo, 17:00) que precede a Hora do Conto com Maria João Lopo de Carvalho (16:00).

quinta-feira, 25 de março de 2010

O Braço esquerdo de Deus

Título: O Braço esquerdo de Deus
Autor: Paul Hoffman
Tradução: Mário Dias Correia
Edição: Porto Editora
Nº de páginas: 396
"Escutem. O Santuário dos Redentores, em Shotover Scarp, é uma mentira infame, lá ninguém encontra santuário e muito menos redenção.
O Santuário dos Redentores é um lugar vasto e isolado - um lugar sem alegria e esperança. A maior parte dos seus ocupantes foi levada para lá em criança e submetida durante anos ao brutal regime dos Redentores, cuja crueldade e a violência têm apenas um objectivo - servir a Única e Verdadeira Fé. Num dos lúgubres e labirínticos corredores do Santuário, um jovem acólito ousa violar as regras e espreitar por uma janela. Terá talvez uns catorze ou quinze anos, não sabe ao certo, ninguém sabe, e há muito que esqueceu o seu nome verdadeiro - agora chamam-lhe Cale. É um rapaz estranho e reservado, engenhoso e fascinante. Está tão habituado à crueldade que parece imune a ela, até ao dia em que abre a porta errada e testemunha um acto tão terrível que a única solução possível é a fuga.
Mas os Redentores querem Cale a qualquer preço... não por causa do segredo que ele sabe mas por outro de que ele nem sequer desconfia."
Já terminei a leitura deste livro há uns dias, embora não me tenha sido possível publicar a minha opinião antes, mas não sei ao certo o que de mais importante me ficou no final do processo de leitura. As críticas que tenho lido confirmam o meu sentir, não é um livro que reúna consenso, uns adoraram, outros sentiram-se defraudados. Quanto a mim, penso que esperarei pela edição do segundo volume da trilogia para poder dizer se, de facto, me agradou ou a decepção suplanta o prazer que, em bastantes momentos me proporcionou esta leitura.
Devo reconhecer que gostei muito do modo como o autor escreve, das analogias usadas pelos seus personagens. Alguns destes conseguiram conquistar-me, principalmente IdrisPukke com o seu particular sentido de humor e modo de encarar a vida e as suas adversidades. O mundo criado, vincadamente medieval, agradou-me bastante e fez-me lembrar simultâneamente a Inglaterra e os ducados "italianos" da Idade Média. Os governantes faustosos recorrendo a políticas que facilmente poderíamos atribuir a Maquiavel para unificar e expandir os seus territórios; a riqueza das classes altas contrastando com a podridão das classes baixas; a ignorância geral quanto aquilo que se passa para lá dos muros do Santuário à qual se opõe a ignorância dos jovens ali retidos que desconhecem por completo a realidade do mundo que rodeia a prisão em que vivem.
Numa fase inicial, este é um livro que promete bastante, toda a vida dentro do Santuário, a envolvência de fanatismo religioso que marca os Redentores e alguns dos seus acólitos, as artimanhas usadas pelos acólitos para conseguirem sobreviver num mundo em que a violência gratuita e a brutalidade são uma garantia e uma constante, são aspectos que nos deixam agarrados às páginas, deixando-nos curiosos, transmitindo-nos repulsa, desejo de vingança e uma enorme expectativa naquilo que será a vida de Cale depois da descoberta que fez ao abrir a porta certa no momento errado. A sua fuga deixa-nos em sobressalto, temendo que algo possa correr mal a qualquer momento mas sempre esperando que o jovem seja bem sucedido.
Contudo, numa fase pós-fuga a intriga política tem início e as perguntas que esperávamos ver respondidas não o são de todo, a narrativa toma um rumo que eu não esperava e que não sei se me agradou de todo, transformando o final em algo previsível mas simultâneamente confuso que não agrada e com detalhes que parecem forçados. Não obtive resposta a muitas das minhas questões - embora tenha esperança de que tal aconteça num próximo volume da trilogia - e há algumas partes da estória que não consigo acabar de compreender para que serviram ou poderão servir no futuro.
Apesar dos pontos negativos, foi uma leitura que me deu bastante prazer e que, sei, pode agradar muito a vários amantes do fantástico. Espero que editem em breve o próximo volume para poder cimentar de uma vez a minha opinião acerca de Cale e das suas desventuras.
6/10

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Novidades para finais de mês...

E como no fim do mês também há novidades (e, espera-se, a carteira não se queixa tanto), deixo-vos aqui algumas sugestões:
A sua chegada foi profetizada. O Braço Esquerdo de Deus marca o início da aposta da Porto Editora no género Fantástico.
“Escutem. O Santuário dos Redentores, em Shotover Scarp, é uma mentira infame, pois lá ninguém encontra santuário e muito menos redenção.”O Braço Esquerdo de Deus tem como cenário o Santuário dos Redentores, um lugar vasto e isolado – um lugar sem alegria e esperança. A maior parte dos seus ocupantes foi levada para lá ainda em criança e submetida durante anos ao brutal regime dos Redentores, cuja crueldade e violência têm apenas um objectivo – servir a Única e Verdadeira Fé. Num dos lúgubres e labirínticos corredores do Santuário, um jovem acólito ousa violar as regras e espreitar por uma janela. Terá talvez uns catorze ou quinze anos, não sabe ao certo, ninguém sabe, e há muito que esqueceu o seu nome verdadeiro − agora chamam-lhe Cale. É um rapaz estranho e reservado, engenhoso e fascinante. Está tão habituado à crueldade que parece imune a ela, até ao dia em que abre a porta errada na altura errada e testemunha um acto tão terrível que a única solução possível é a fuga.Mas os Redentores querem Cale a qualquer preço. Não por causa do segredo que ele sabe mas por outro de que ele nem sequer desconfia.
Com O Braço Esquerdo de Deus, primeiro volume de uma trilogia, Paul Hoffman confirma-se como uma das novas grandes vozes da literatura de Fantasia."



"Clary Fray só queria que a sua vida voltasse ao normal. Mas o que é normal quando se é um Caçador de Sombras? A mãe em estado de coma induzido por artes mágicas, e de repente começa a ver lobisomens, vampiros, e fadas?A única hipótese que Clary tem de ajudar a mãe é pedir ajuda ao diabólico Valentine que, além de louco, simboliza o Mal e, para piorar o cenário, também é o seu pai. Quando o segundo dos Instrumentos Mortais é roubado o principal suspeito é Jace, que a jovem descobriu recentemente ser seu irmão. Ela não acredita que Jace de facto possa estar disposto a abandonar tudo o que acredita e aliar-se ao diabólico pai Valentine… mas as aparências podem iludir."


"Cassandra Palmer consegue ver o futuro e comunicar com espíritos – dons que a tornam atraente para os mortos e os mortos-vivos. Os fantasmas dos mortos não costumam ser perigosos; apenas gostam de conversar… e muito. Os mortos-vivos já são outra conversa.
Tal como qualquer rapariga sensata, Cassie tenta evitar os vampiros. Mas, quando o mafioso sugador de sangue a quem fugira há três anos a reencontra com intuitos de vingança, Cassie é obrigada a recorrer ao Senado dos vampiros em busca de protecção. Os senadores dos mortos-vivos não irão ajudá-la sem contrapartidas. Cassie terá de colaborar com um dos seus membros mais poderosos, um vampiro mestre perigosamente sedutor. E o preço que ele exige poderá ser ser superior ao que Cassie está disposta a pagar… "
Podem ler um excerto aqui

"Sobrevivendo à custa de uma dieta de bolos embalados, sardinhas em lata e vodka, nos tempos difíceis da era Nixon, Andrew Whittaker é editor de uma revista literária, senhorio negligente e candidato a romancista. Com a sua revista, Andrew espera atear as chamas da excelência literária.Mas a vida não é simples. Os inquilinos de Andrew começam a cansar-se dos canos entupidos e das ratazanas, a ex-mulher exige-lhe dinheiro, e há um escritor canadiano frustrado que o persegue. Depois de romper com toda a comunidade artística local, Andrew decide organizar um festival literário para ajudar a salvar a revista moribunda. Mas será esse o seu momento de glória ou a derrota final?"